Mar de Sergipe e Alagoas é monitorado por pesquisadores da UFS
Cotidiano 25/07/2012 10h41

Da redação F5 News

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) iniciaram, nesta segunda-feira (23), a segunda parte do monitoramento e estudo da região oceânica compreendida entre os estados de Sergipe e Alagoas. O estudo ampliará o conhecimento em geologia, química e biologia dessa área marinha, já que ela possui os maiores cânions submarinos do continente: o do rio São Francisco e do rio Japaratuba.

A primeira etapa durou nove dias e monitorou a plataforma continental e adjacências da foz dos rios Sergipe, Japaratuba, Vaza-Barris e Piauí-Real, até a divisa com a Bahia.

Uma equipe composta por oito pesquisadores do Laboratório Georioemar da UFS realizará amostragens para investigar os organismos e a composição química na região do entorno da foz do rio São Francisco.

Iniciado na segunda-feira (23), o estudo visa complementar as informações sobre a região marinha entre o rio Sergipe e São Francisco, com foco especial no cânion submarino do rio Japaratuba e no recém descoberto Alto Submarino de Ponta dos Mangues.

As pesquisas também monitoram as reservas de petróleo em subsuperficie exploradas pela Petrobras na plataforma continental.

Para o professor geólogo Luiz Carlos Fontes, coordenador do Georioemar (Núcleo de Engenharia de Pesca), com a pesquisa será alcançado um novo patamar de conhecimento sobre o mar em Sergipe e Alagoas, permitindo conhecer a dinâmica ambiental e identificando as características decorrentes da evolução da história geológica. “Permitirá identificar melhor as mudanças decorrentes das intervenções humanas no oceano ou os impactos, mesmo que distantes, das mudanças introduzidas no continente”, afirma.

Três anos de estudo

Nos últimos três anos, a equipe de pesquisadores do Laboratório Georioemar da UFS vem se dedicando aos estudos de geologia e geomorfologia da plataforma continental de Sergipe e Alagoas.

Os equipamentos de pesquisa marinha do laboratório permitem obter informações importantes sobre o fundo marinho, diminuindo sensivelmente a dependência de Sergipe em relação a outras instituições e universidades do país.

Os levantamentos geofísicos já realizados forneceram novas informações sobre o relevo do fundo do mar e das feições submarinas. A coleta e a análise dos sedimentos superficiais forneceram um novo mapa com a constituição do fundo oceânico, no qual ficou constatada a variedade de sedimentos oriundos do continente ou formados pelos processos marinhos.

Paralelamente estão sendo desenvolvidos estudos da biologia e da química da plataforma continental, compondo o Projeto de Caracterização Regional da Bacia de Sergipe-Alagoas (PCR-SEAL), de interesse da Petrobras dentro do licenciamento acordado com o IBAMA e executado pela UFS e outras instituições.

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