Marisqueiras de São Cristóvão cobram liberação de seguro-defeso
Cotidiano 27/02/2018 12h00 - Atualizado em 27/02/2018 13h24Por Fernanda Araujo
Marisqueiras e pescadores da Colônia de Pesca do município sergipano de São Cristóvão estão sem receber a primeira parcela do Seguro-Defeso do ano passado. Os trabalhadores deram entrada ao pedido do benefício em novembro de 2017, mas até agora não receberam os valores.
Segundo a Colônia, pelo menos 700 pessoas ainda não receberam o benefício, uma assistência financeira temporária concedida aos pescadores profissionais artesanais que, durante o período de defeso em que a pesca é proibida, são obrigados a paralisar a sua atividade para preservação das espécies.
A marisqueira Viviane Oliveira Nabuco trabalha no ramo há 13 anos e afirma que poucas pessoas conseguiram retirar a primeira parcela do seguro, no valor de R$ 935. O problema na liberação do benefício estaria acontecendo porque faltam digitadores no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Aracaju, responsável pelo cadastramento.
“Procuramos a previdência social de São Cristóvão e nos falaram que não tem nada de errado, mas está faltando funcionário no órgão da capital pra digitar os cadastros no computador e fazer a liberação do seguro, e dizem que não tem ninguém no local para fazer isso. Já estamos prestes a solicitar a segunda parcela – de seis em seis meses – e até agora nem a primeira recebemos”, critica.
A marisqueira Maurina Oliveira também lamenta a situação e diz que os trabalhadores já chegaram a ir ao Ministério Público do Trabalho e à Secretaria de Agricultura, mas nada foi resolvido. Enquanto isso, as contas só aumentam.
“Dependemos desse dinheiro para sobreviver. O pior são as dívidas, as contas dos cartões para pagar. É a mesma situação para todos, e isso não existe. O presidente da Colônia se ofereceu para colocar funcionário para ajudar, mas negaram, e fica um jogo de empurra”, conta Maurina, que trabalha no ramo há 13 anos.
F5 News procurou a assessoria de comunicação do INSS, por telefone e por email, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
Foto: ilustração/ site Programa Peac

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