Matadouros irregulares estão na mira da Adema
No Estado de Sergipe existem apenas dois frigoríficos legalizados Cotidiano 20/09/2017 21h05No Estado de Sergipe existem apenas dois frigoríficos legalizados para fazer o abate dentro dos padrões de higiene exigidos pelos órgãos da vigilância sanitária e inspeção animal: o Frigo Serrano, em Itabaiana, e o Nutrial, em Propriá. Todos os demais matadouros não atendem as exigências da portaria 304/96 do Ministério da Agricultura. De acordo com a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), alguns matadouros já foram fechados e outros estão com prazo para se adequarem.
O presidente da Adema, Francisco Dantas, informa que o órgão tem recebido várias solicitações do Ministério Público Estadual (MPE/SE) para realizar a fiscalização desses matadouros inadequados. “Em alguns casos a situação é bastante precária. São várias irregularidades, que vão desde a forma cruel de abate até o manuseio da carne sem higiene. Muitos não têm sequer um local para receber o resíduo líquido e joga os desejos no chão ou em rios, poluindo o meio ambiente”, comentou.
Francisco Dantas explica que já foram notificados 15 matadouros. Destes, quatro foram fechados nos municípios de Campo do Brito, Macambira, Itabi e Nossa Senhora da Glória. O presidente da Adema entende que esta é uma questão de saúde pública e que as pessoas precisam se conscientizar e exigir um produto de qualidade.
“Nós não temos nenhuma intenção de fechar matadouro, porém exigimos o cumprimento da legislação ambiental. Temos dito aos prefeitos que se eles fizerem os investimentos, não há razões para ele deixar de funcionar. Porém o que nós temos observado são matadouros em condições absurdas sanitárias. Percebemos que em alguns matadouros não tem uma câmara frigorífica para armazenar a carne em temperatura adequada. Isso é muito grave porque há o risco de contrair doença”, alertou.O presidente da Adema comenta que existem em Sergipe cerca de 30 matadouros municipais, alguns em situação bastante precária. A fiscalização tem sido feita de maneira gradativa, em muitos casos atendendo solicitação do MPE/SE ou ordem judicial. A multa varia de R$ 50 a R$ 150 mil. “Nossa maior preocupação é com a saúde pública. A população precisa saber a procedência da carne que está comprando, se tem selo de inspeção para que a saúde pública da população não fique comprometida’, concluiu.
Fonte: Assessoria de Imprensa

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos


