Maternidades sofrem com superlotação. MPE não descarta ação civil
Cotidiano 09/03/2012 17h21

Por Fernanda Araujo

Os leitos da UTI materna do Hospital Santa Izabel permanecem superlotados, segundo o administrador da unidade, Douglas Rosendo. Diante das constantes solicitações de leitos para assistência materna de mulheres com complicações obstétricas, dos dez leitos de UTI divididos entre UTI materna e uso feminino em outras patologias, somente cinco estão ativados, o que os torna alvo de disputas.

Em audiência no Ministério Público nesta sexta-feira (9), a administração do hospital chegou a afirmar que, mesmo com a escala médica completa, duas pacientes tiveram que ocupar a mesma cama, embora isso não seja constante. “Se há maternidade no interior funcionando, o Santa Izabel ainda não sentiu esse alívio”. Dessa forma, as pacientes são encaminhadas para o Hospital Universitário, Huse ou Hospital Cirurgia.

Já na maternidade Nossa Senhora de Lourdes, leitos também são bastante procurados causando lotação, mas seus representantes disseram que não há desassistência e, pela estatística realizada, o índice de ocupação de leitos da UTI neonatal vem diminuindo, tendo problemas apenas nos finais de semana quando há reduzida disponibilidade de profissionais. Além disso, o Centro de Material Esterilizado da Nossa Senhora de Lourdes passa por reforma que será concluída em até 15 dias.

Ciente da situação, representantes do Município de Aracaju afirmaram que a habilitação dos dez leitos da maternidade está ainda em processo de tramitação no Ministério da Saúde. Declararam ainda que os cincos leitos disponíveis são para todo o tipo de patologia feminina, não discriminando se feminina ou materna, segundo a classificação do Ministério da Saúde, que define apenas como UTI adulto.

O Município completa também que o programa Rede Cegonha está inserido em duas maternidades, como Nossa Senhora de Lourdes, que no cálculo deveria disponibilizar oito leitos de UTI materna para a população de Aracaju, mas somente dispõe de cinco com a perspectiva de ampliar para dez.

“Vamos abrir um procedimento administrativo pela falta de UTI de leito materno para garantir mais leitos para pessoas com problemas obstetrícios. Mas, não está descartada uma ação civil pública”, resumiu a promotora Euza Missano.

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