Médico denuncia que HUSE não tem materiais básicos para cirurgias
Cotidiano 17/07/2015 10h22

Por Marcio Rocha

O neurocirurgião Rilton Morais, manifestou sua insatisfação contra os problemas ocorrentes na saúde pública de Sergipe, ao denunciar em sua página pessoal em uma rede social, a falta de insumos para execução de cirurgias no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE). Segundo Rilton, são diversos problemas na unidade.

O médico contou que ao ter que realizar uma cirurgia de emergência em um paciente pediátrico de um ano de vida, que sofreu o rompimento de uma artéria em seu cérebro, quando estava internado na unidade de saúde, na tarde de quinta-feira (16), para salvar a vida do bebê.

Rilton foi claro ao dizer que o sofrimento do bebê para receber a intervenção cirúrgica era o azar de “depender do Sistema Único de Saúde (...) azar de viver em um país de propagandas mentirosas”. O bebê estava brincando em seu leito e entrou em coma, com quadro de hemorragia cerebral. Uma cirurgia imediata era necessária para salvar a vida da criança. Após insistência do médico, foi conseguida a sala de cirurgia, e pouco mais.

Ao chegar na sala de cirurgia, não haviam insumos para que o procedimento fosse realizado. Rilton destacou em seu desabafo que equipamentos não funcionavam. “Não havia os antissépticos para limparmos adequadamente a pele e evitarmos infecção. Não havia a manta térmica, para que diminuíssemos o risco de complicações da anestesia geral”, disse Morais, ressaltando que também não haviam instrumentos necessários para a realização da cirurgia, como as pinças de hemostasia elétrica, que não funcionavam e o microscópio descalibrado, prejudicando o trabalho.

No fim do procedimento, também não haviam os fios de sutura propícios para o fechamento do local onde foi feita a abertura para a realização da cirurgia. Nem mesmo nem mesmo os clipes vasculares para interromper o sangramento ocorrido durante a cirurgia.

Ao final da ação para salvar o bebê, tudo deu certo. Entretanto, não havia vaga na Unidade de Terapia Intensiva para alocar o paciente. O neurocirurgião lembrou que quase sempre falta vaga na UTI.

Mesmo assim, fizemos todo o possível. Algumas vezes contendo o choro de raiva. Outras, a vontade de desistir. A hemorragia foi drenada. A fonte do sangramento foi contida. Fizemos o possível. Ao término da cirurgia, não havia vaga na Unidade de Terapia Intensiva para aquele frágil paciente. Quase sempre falta. O tratamento é mais arriscado assim.

A reportagem F5 News tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, mas não foi atendida nas chamadas telefônicas.

 

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