Médico é preso por praticar assaltos
Cotidiano 15/04/2014 06h21Por Marcio Rocha
Estudantes da Universidade Tiradentes, localizada no bairro Farolândia estavam sendo vítimas de assalto praticado por um homem a bordo de um veículo GM Celta, de cor prata e realizaram algumas denúncias no Ciosp, informando as ocorrências. Policiais da 4ª Delegacia Metropolitana empreenderam buscas junto com policiais militares e conseguiram identificar o veículo. Uma colisão na avenida Heráclito Rollemberg pôs fim à carreira de crimes do homem responsável pela prática dos assaltos.
Após receber ordem de parada, o condutor do Celta avançou e tentou fugir do cerco policial. Ao escapar, colidiu seu carro contra um Fiat Freemont, capotando o carro e ficando ferido no acidente. Os policiais efetuaram a prisão e se surpreenderam com o perfil do acusado de praticar quatro assaltos em uma tarde. Os policiais identificaram o assaltante como o médico Guilherme Littig, de 31 anos, que estava em posse de bolsas femininas das vítimas dos assaltos.
Guilherme foi levado para a 4ª Delegacia e confessou a prática dos assaltos. De acordo com informações da delegada Mayra Moinhos, o médico assumiu ser dependente de drogas e que estava sofrendo de crise de abstinência, tendo como única opção praticar os assaltos para conseguir o dinheiro para comprar drogas.
O médico que trabalha no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), e reside há oito anos em Sergipe vive um drama que só sua família e amigos mais próximos conheciam. De acordo com um colega médico do HUSE, foi uma surpresa Guilherme ter sido preso por assalto para sustentar o vício, já que ele vinha em tratamento para se manter longe das drogas.
“O Guilherme é um cara bom, luta para poder salvar vidas conosco, disposto a fazer qualquer coisa para não ver pessoas sofrendo. É triste ver essa situação infeliz que ele está vivendo. Mas as drogas destroem a vida das pessoas, das famílias e de todos que acompanham o drama. Guilherme é um menino bom, mas infelizmente seguiu por esse caminho que na sua maioria das vezes, não tem volta”, disse um médico colega de trabalho de Guilherme.
Devido à greve dos agentes penitenciários, o médico preso não será encaminhado para nenhuma unidade prisional do estado. Guilherme Littig permanecerá na carceragem da 4ª Delegacia, à disposição da Justiça.
Imagem: SSP

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