Médicos completam 14 dias de greve e tentam negociar na SMS
Sindimed: presidente culpa secretária pela desassistência à população
Cotidiano 09/05/2013 11h00

Por Fernanda Araujo

Em 14 dias de greve e desassistência à população, os médicos do Município de Aracaju (SE) foram à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na manhã desta quinta-feira (9), cobrar da secretária Goretti Reis a permanência do mês de janeiro como a data base da categoria, e o retroativo relacionado aos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano.

Segundo eles, ainda permanecem a falta de posicionamento da SMS e da Secretaria da Fazenda, e da negociação com a Prefeitura de Aracaju, depois de enviada a contraproposta de que somente seria paga a previdência em cima da gratificação a partir de janeiro do próximo ano. De acordo com o presidente João Augusto, do Sindicato dos Médicos, várias tentativas de negociação, três paralisações, atos públicos em feriados, foram deflagrados para que a greve fosse evitada, no entanto, os gestores viraram as costas.

“Goretti Reis é a responsável pela desassistência que está acontecendo à população. A secretária de Saúde não se manifestou, nem está se empenhando em tentar acabar com essa greve. A greve é um direito do trabalhador, surgiu porque não houve negociação desde janeiro. Não tem posicionamento, é como se eles não ligassem para a greve. Nós, médicos, não queremos que continue. A gente resolveu vir até eles para tentar acabar e negociar. Temos todo o interesse, mas parece que a Prefeitura não”, relata.

Com a alegação da Prefeitura de Aracaju de que o Município está afundando em dívidas deixadas pela última gestão, e que por isso não pode atender às exigências, João Augusto alfineta que a prefeitura está economizando mais de milhões de reais com a greve, e talvez, estejam aproveitando o momento para pagar as dívidas com essa economia, só que à custa da saúde da população.

No ato, o diretor do sindicato, Luiz Carlos Spina, cobrou que investigações sejam feitas para apurar se essas dívidas foram adquiridas arbitrariamente. “O prefeito foi eleito para resolver os problemas da saúde e não dar desculpas que o Município está em dívidas. Se essas dívidas deixadas pela gestão passada são ilegais, quando é que o prefeito e a secretária vão entrar com ações judiciais contra esses gestores, por terem feito atos ilegais, como improbidade administrativa? Se existe culpa queremos saber de quem é. Agora a gente não quer acreditar que as investigações não estão sendo feitas por causa de acordo político”.

João Augusto afirma não ter informação se há planos da Prefeitura em entrar com ação judicial contra a greve, mas vê com preocupação a possibilidade de corte salarial na folha de pagamento, por conta da paralisação. “Caso isso aconteça só vai vir a inflamar, e vai ter um efeito muito pior. A greve poderá sair do foco de negociação para foco de revolta”, alerta.

Até o dia 15, quando acontecerá assembleia geral às 8h no Sindimed, a greve estará mantida caso não sejam abertas as negociações ao longo da semana. Já na próxima terça-feira (14) a categoria fará um novo ato em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura.

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