Médicos da rede de Aracaju paralisam atividades por 48 horas
Cotidiano 21/08/2017 10h20 - Atualizado em 21/08/2017 11h31

Por Fernanda Araujo

Médicos que trabalham na rede pública de Aracaju (SE) paralisaram suas atividades nesta segunda-feira (21). O ato será por 48 horas em protesto contra a falta de reajuste salarial por parte da prefeitura da capital. Em frente ao Centro Administrativo da prefeitura, no início da manhã de hoje, os profissionais cobraram uma posição do Município quanto às reivindicações, que incluem o índice de reajuste salarial e condições mínimas de trabalho.

Os médicos pleiteiam para a Campanha Salarial 2017o anúncio de reajuste salarial e o índice da inflação em torno de 4% para recompor as perdas salariais. A categoria deixou em aberto o índice de reajuste, mas cobra, pelo menos, a reposição da inflação do ano passado e deste ano no salário.

"A data base prevista em lei que os servidores conseguiram ano passado é abril, e a revisão anual dos vencimentos; o certo era abril de 2016 a 2017, mas o prefeito ainda não anunciou. Em fevereiro, ele deu reajuste de 11% para os cargos comissionados, por isso não tem como justificar os servidores não terem recebido até agora”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto.

A proposta de aumento salarial foi entregue à prefeitura há quase oito meses e até agora não houve resposta convincente, segundo o sindicato. “Recebemos a colocação dos secretários municipais da Seplog [Augusto Fábio] e da Saúde [Waneska Barbosa], dizendo que ainda iria se fazer um estudo para saber qual impacto disso na folha de pagamento”, disse o médico Carlos Spina, secretário geral do sindicato.

A prefeitura, no entanto, alega dificuldades financeiras. Para o Sindimed, a administração teria condições de atender às reivindicações se reduzisse o número de cargos comissionados na Secretaria de Saúde. "Diante desse contexto não estamos exigindo um percentual grande da reposição inflacionária. O Dieese afirmou, pelas contas, que a prefeitura tem condição de repor e o próprio secretário da Fazenda, durante apresentação das contas e do planejamento anual aos vereadores, colocou que a PMA teve crescimento econômico", afirma João Augusto.

Representantes do sindicato terão hoje uma reunião, às 15h, na prefeitura com o secretário da Fazenda, Jefferson Passos, e a secretária de Saúde, Waneska Barbosa. No entanto, a categoria cobra reunião com o prefeito Edvaldo Nogueira. Os médicos voltam a se reunir em assembleia amanhã, às 7h30, para decidir se mantém ou não a paralisação. 

Foto: Sindimed

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