Médicos de Aracaju decidem manter greve que contabiliza 54 dias
Secretaria de Saúde diz que greve não foi considerada ilegal por Justiça pela baixa adesão de profissionais Cotidiano | Por Milton Alves Júnior 11/09/2018 16h30 - Atualizado em 11/09/2018 17h12Por unanimidade, médicos que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde através da Prefeitura de Aracaju decidiram nesta tarde (11) permanecer com o movimento grevista, alegando falta de diálogo com o prefeito Edvaldo Nogueira. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), o chefe do executivo municipal desrespeita orientações judiciais e segue indisponível para receber a classe trabalhadora.
O impasse se arrasta desde o início deste ano, quando os médicos apresentaram reivindicações de reajuste salarial e melhores condições de trabalho. No início do mês de julho, a Prefeitura de Aracaju deliberou que, em virtude das dificuldades financeiras, este ano o reajuste será ‘zero’, e o sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual será mantido.
“Se o prefeito não atende a orientação do Tribunal de Justiça, se não nos recepciona para discutir esses assuntos, e se segue mostrando-se inflexível ao apelo dos servidores, a resposta não poderia ser outra a não ser aprovação unânime da continuidade da greve por tempo indeterminado”, disse Luiz Carlos Spina, diretor sindical.
Ainda de acordo com Spina, todos os serviços de urgência e emergência seguem disponíveis aos aracajuanos sem nenhuma alteração. “Infelizmente sofrem os trabalhadores pelo desrespeito, e os pacientes em uma das 43 unidades básicas de saúde. Felizmente essa semana o próprio Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da greve e rejeitou o pedido de ilegalidade protocolado pela prefeitura. Infelizmente Edvaldo não atende aos nossos pedidos e segue precarizando o sistema”, afirmou.
Nota – Por meio da Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, a administração afirmou que a decisão judicial do desembargador relator, de não decretar a ilegalidade da greve, foi tomada com base na baixa adesão dos profissionais, uma vez que, de acordo com o que foi evidenciado na decisão, somente 28% dos médicos da Rede de Atenção Primária e 39% da Rede de Atenção Especializada aderiram ao movimento. Já na Rede de Urgência e Emergência, 100% dos profissionais estão trabalhando normalmente.
“Porém entendemos que essa é uma atitude dos profissionais que não deveria estar sendo levada tanto tempo à frente, em virtude de que a Prefeitura já demonstrou de todas as formas que não há condição financeira de dar reajustes à nenhuma categoria. Tudo que é possível está sendo feito, do ponto de vista da prefeitura, para que possamos dar uma condição de saúde melhor para a população”, afirmou a secretária Waneska Barboza.
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