Médicos de especialidades cobram equiparação salarial no Huse
Cotidiano 17/04/2018 12h30 - Atualizado em 17/04/2018 13h38Por Fernanda Araujo
Médicos do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju, paralisaram as atividades por 24 horas. Profissionais de nove especialidades suspenderam o atendimento, nesta terça-feira (17), em protesto contra a diferença salarial entre algumas especialidades no hospital, por conta de gratificações que não estão sendo pagas.
No começo da manhã de hoje, eles também fizeram um ato público em frente à entrada principal da unidade hospitalar. Segundo o Sindicato dos Médicos (Sindimed), esta é a primeira paralisação envolvendo outras categorias, e a quarta dos oncologistas (clínicos e pediatras) e dos hematologistas e a terceira dos cirurgiões plásticos.
A categoria aponta que existe uma “discrepância salarial” entre algumas especialidades no mesmo hospital, valores salariais que chegam a 100% de diferença. Segundo o médico Carlos Spina, da diretoria do sindicato, os profissionais têm direito à gratificação, no entanto, parte deles não vêm recebendo o benefício.
“Acreditamos que tanto na atual gestão como na passada as gratificações foram dadas de forma aleatória. Estatutários não estão recebendo o benefício, mas celetistas, que são das mesmas especialidades, recebem. Médicos de outras especialidades também nos informaram que não tinham essa gratificação. Queremos que isso seja regularizado”, acrescentou Spina.
Também estão paralisados os profissionais neurologistas, clínicos gerais, neurocirugiões, nefrologistas e anestesistas. Apenas estão sendo atendidos pacientes em casos de urgência e emergência.
Representantes do sindicato chegaram a ter uma reunião com a superintendência do Huse e com o secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, no entanto, segundo a categoria, não houve avanço. “Fizemos ofício solicitando reuniões, fomos pessoalmente à secretaria e no Huse em grupo, mas até agora não temos nenhuma novidade. Desde o ano passado esses profissionais fazem solicitação da gratificação e simplesmente não atendem”, afirma o médico.
Às 19h de hoje, os médicos voltarão a se reunir em assembleia para avaliar as negociações e a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado.
F5 News procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
Foto: Sindimed/SE

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