Médicos de SE estão com data marcada para paralisação integral
Setores particulares e públicos da saúde irão fazer greve juntos Cotidiano 16/07/2013 18h30Por Laís de Melo
Os médicos do Estado de Sergipe continuam indignados com a situação em que se encontra a saúde pública sergipana. Como forma de pressionar o governo e alertar a população, o Sindicato dos Médicos (Sindimed), em assembleia nesta terça-feira (16), decidiu realizar paralisação integral tanto no setor público como no privado.
Nos próximos dias 23, 30 e 31 de julho toda as redes particular e pública do estado irão paralisar os atendimentos. De 5 a 10 de agosto a greve acontecerá novamente, e apenas os serviços de urgência manterão 30% dos profissionais trabalhando.
No dia 8 de agosto acontecerá uma marcha dos médicos em Brasília, e o presidente do Sindimed, João Augusto Alves, assegurou que muitos de Sergipe irão participar. “Nós estamos organizando para alugar ônibus, e muitos já deram o nome para fazer parte desse manifesto”, disse.
Durante a assembleia de hoje, com cerca de 200 médicos presentes, três linhas de manifestação nacional foram abordadas. Os médicos, junto ao sindicato, reivindicam que a presidente Dilma Rousseff mantenha o artigo do Projeto de Lei relacionado ao Ato Médico, lutam pela carreira profissional do Estado, e querem derrubar o programa federal Mais Médicos.
De acordo com João Augusto, a intenção é chamar atenção da população para o que está acontecendo. Ele acredita que o veto de Dilma Rousseff ao artigo sobre o Ato Médico é um desrespeito com a classe. “Além de significar que qualquer pessoa pode fazer o trabalho do médico, irá repercutir nos pacientes que virão para nós. Queremos então chamar atenção para o charlatanismo”, esclareceu.
Ele explicou também a preocupação sobre o programa “Mais Médicos”, lançado recentemente pelo governo federal. “O programa é meramente eleitoral, mas passa a visão para a sociedade que é o médico que não quer fazer carreira. É um programa temporário, que depois de três anos acaba e aquele médico não serve mais”, disse.
Foto: Larissa Cristina

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