Médicos do Município de Aracaju mantêm greve
Proposta da Prefeitura não agradou a categoria Cotidiano 26/04/2013 14h50Por Fernanda Araujo
Ao deliberarem o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir dessa sexta-feira (26), os médicos do Município de Aracaju (SE) mantêm a decisão, que foi tomada na manhã de hoje, após ouvirem a proposta da Prefeitura, apresentada pelo secretário adjunto da Saúde municipal, Petrônio Gomes.
A proposta apresentada foi que fosse pago a previdência em cima da gratificação de desempenho em janeiro de 2014, mas não houve menção sobre a data base, o pagamento do retroativo para este ano. Os médicos aceitaram apenas o pagamento da previdência para o próximo ano, mas decidiram manter a greve porque, segundo eles, não vão abrir mão da data base.
“Essa questão da incorporação para 2014 não interfere, mas a proposta não foi condizente com a da categoria. O pagamento do retroativo para 2013 é nosso direito. A gente vai insistir que ele tem que pagar a retroatividade em 2013. Nada de jogar para 2014 e 2015. Agora que ele defina como quer pagar desde que seja finalizado este ano. Que faça os parcelamentos conforme a possibilidade das finanças”, explica o presidente do Sindicato dos Médicos, João Augusto.
Segundo os médicos, a intenção não era manter a greve, mas devido às circunstâncias não houve opção. “A gente optou pela greve por causa do direito e depois para analisar as propostas. Mas de 24 propostas nossas, ele só pincelou uma. Uma ia parar a greve? Não. Isso não seria motivo para suspender a greve. A gente quer que seja cumprido o direito do trabalhador”.
A justificativa para não ter avaliado todas as propostas dos médicos, de acordo com o presidente, não foi dada. João Augusto afirma agora, que o prefeito João Alves terá que se explicar em próxima assembleia, marcada para terça-feira (30). “A gente espera que ele venha com essa propositura. É tão pouco, a gente já liberou uma parte para janeiro de 2014, para ver como os médicos não estão sendo tão irredutíveis. Mas, o retroativo queremos que seja em 2013”.
Apesar da greve, a informação é que 100% das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) continuam em funcionamento, porém com as dificuldades já existentes.

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