Médicos oncologistas cruzam os braços por 24h em Sergipe
Cotidiano 30/01/2018 11h30 - Atualizado em 30/01/2018 11h33

Por Aline Aragão

Um grupo de quase 30 médicos do setor de oncologia do maior hospital de urgências de Sergipe cruzaram os braços nesta terça-feira (30). O protesto, realizado por oncologistas pediátricos, clínicos e hematologistas, é pela falta de diálogo com o Governo do Estado. Eles querem a equiparação salarial com outros profissionais do setor e dizem que cobram uma resposta do governo há quatro meses.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed/SE), João Augusto Oliveira, a paralisação de advertência não interfere no atendimento aos pacientes internados e nos casos de urgências.

“Não temos intenção de prejudicar os pacientes, por isso, o ato irá interromper somente o atendimento ambulatorial e a admissão de novos pacientes. Infelizmente essa é a única forma de chamar a atenção do governo, desde setembro a categoria tem enviado ofício e não há resposta”, afirma.

João Augusto considera absurda a forma como os profissionais são tratados e diz que a equiparação é o mais justo a se fazer. “Eles são médicos, trabalham no mesmo local, cuidam dos mesmos pacientes, cumprem a mesma carga horária, é justo que recebam de forma igualitária”, afirma.

O presidente do Sindimed disse ainda que ontem à tarde o superintendente do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), Luís Eduardo Correia, procurou os responsáveis pelo setor. “Ele pediu para que o ato fosse suspenso, que iria conversar com o secretário e teria uma resposta para as reivindicações até a próxima sexta-feira. Mas como não foi nada oficial, a categoria decidiu manter o movimento”, disse.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) negou que exista falta de diálogo e informou que no momento não tem condições de atender ao pleito. “O superintende tem conversado com a categoria e todos sabem da situação do Estado. Essa é uma demanda antiga, o que os cirurgiões têm é uma gratificação, conquistada na gestão passada, não dá para resolver de uma hora para outra e não tem como equiparar gratificação”, disse o assessor de comunicação da SES, Ferreira Filho.

Uma nova assembleia está marcada para o dia oito de fevereiro, com indicativo de greve.

Foto: Sindimed

 

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