Médicos paralisam atividades nas UBS de Aracaju nesta terça
Funcionam apenas serviços de urgência e emergência integralmente Cotidiano 13/05/2014 09h24Por Fernanda Araujo
O atendimento médico das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Aracaju (SE) estão paralisadas nesta terça-feira (13), funcionam apenas os serviços de urgência e emergência com atendimento integral. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto, os profissionais estão trabalhando normalmente conforme escala, não havendo diminuição no número de médicos nas unidades. “Apesar de que pode haver problemas, já que o serviço está deficiente, o que é um dos motivos para a paralisação”, disse.
A paralisação foi deflagrada em última assembleia, quarta-feira (07), segundo a assessoria de comunicação do sindicato, motivada pela falta de resposta da negociação com a Prefeitura de Aracaju e também da ausência da resposta do ofício enviado para o Ministério Público e para o Conselho Regional de Medicina sobre as fiscalizações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva. No ofício o Sindimed aponta a continuidade de irregularidades, como falta de medicamentos e insumos, mesmo após a intervenção médica.
Ao meio-dia de hoje os médicos estarão reunidos em almoço com o secretário de saúde Alvimar Rodrigues para tratar sobre as reivindicações, e logo após, às 14h farão nova assembleia para avaliar as colocações do secretário e se mantém a paralisação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde o secretário vai apresentar as metas que serão trabalhadas em sua gestão.
“Queremos que negocie a campanha salarial 2014 e melhore as condições de trabalho. Vamos falar principalmente sobre as Organizações Sociais – OS, que somos contra e a Prefeitura é a favor. Esperamos que se defina realmente qual sistema será implantado na saúde de Aracaju. Além disso, as condições de trabalho estão piorando, como ausência de exames, de medicamento e de materiais básicos”, relata João Augusto.
O médico afirma ainda que atualmente há uma situação atípica na Saúde da capital. “Tem médico no serviço, mas não tem como atender. Antes não tinha médico, hoje tem médico, mas não tem condições de atendimento. Para quem procura atendimento, tem turnos já parados. Não era desejo da categoria essa paralisação, porém nós estamos chamando a atenção e a sociedade está atenta para a realidade”, completa.
Foto: arquivo F5 News

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