Covid-19
Medidas de proteção garantem retorno de pacientes aos consultórios odontológicos
Clínicas mudaram os protocolos desde a chegada do paciente até o pós-atendimento
Cotidiano 29/09/2020 13h51 - Atualizado em 29/09/2020 20h45

Aos 55 anos, a servidora pública Lucimar Mota precisou fazer um procedimento odontológico de emergência, em meio à pandemia de Covid-19. O medo de contrair o vírus acabou logo na porta do consultório. “Senti toda a segurança, a dentista e a auxiliar estavam paramentadas; tinha tapete sanitizante, gorro e protetor para os pés; passei por aferição de temperatura e higienizei as mãos com álcool gel; recebi uma sacola para guardar os pertences. Além disso, eu já sabia que a sala era higienizada a cada troca de paciente, por isso, as consultas são marcadas com intervalos. Percebi que não havia perigo algum”, relembra.

Lucimar é paciente da cirurgiã dentista Candice Bittencourt e um exemplo de que as medidas protetivas preconizadas pelas autoridades públicas de saúde são necessárias para encorajar os pacientes e trazê-los de volta ao tratamento. Assim que reabriu o consultório, Candice percebeu que os clientes tinham receio se expor ao ambiente e decidiu fazer um vídeo para mostrar as condutas e práticas adotadas como forma de garantir a máxima segurança no atendimento. “Postei o vídeo numa lista de transmissão e, depois disso, meus pacientes se sentiram seguros e todos voltaram ao consultório”, diz a dentista.

Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), especialista em Ortodontia pela USP-SP e certificada em Biossegurança pela Alapos, Candice explica que as mudanças nos protocolos vão desde a chegada do paciente até o pós-atendimento. “O cirurgião dentista e o seu auxiliar também precisam adotar todos os cuidados, como utilizar máscara, face shield, jaleco descartável e óculos de proteção. Quem usa óculos de grau, pode encomendar um de proteção já com grau nas lentes”, comenta.

Além da adoção dos óculos de proteção, a máscara cirúrgica foi substituída pela N95. “Os sapatos também precisam ser de uso exclusivo no consultório. Já durante o atendimento, é fundamental usar os equipamentos que geram aerossol – ou seja, os motores com água, que podem espalhar gotículas – com a maior moderação possível”, acrescenta a cirurgiã dentista. 

Capacitação de auxiliares

Segundo Candice Bittencourt, capacitar os auxiliares de saúde bucal é um passo fundamental para o funcionamento seguro do consultório. “O dentista gerencia, mas os auxiliares são os profissionais responsáveis por paramentar o paciente, reprocessar todo o material instrumental – lavar, secar, embalar, esterilizar e guardar –, cuidar da desinfecção e higiene da sala”, ressalta. 

Candice também reforça a importância de um treinamento prático e ministrado por um cirurgião dentista com experiência clínica. “É necessário falar de forma que o auxiliar possa entender a mudança e implementá-la imediatamente. Por isso, é fundamental saber o currículo de quem ministra as aulas, para ter a certeza de que é um profissional que vive o dia a dia e conhece todas as dificuldades de um consultório odontológico”, pondera.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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