Medidas foram tomadas para tratar problemas em posto da Coroa do Meio
Informação é da Secretaria de Saúde de Aracaju Cotidiano 02/07/2013 18h30Por Fernanda Araujo
Com a manifestação dos moradores do bairro Coroa do Meio, na zona sul de Aracaju (SE), na manhã desta terça-feira (2) em frente à Unidade de Saúde da Família (USF) Hugo Gurgel, cobrando melhorias no posto de saúde, uma reunião com a secretária de Saúde do Município, Goretti Reis, havia sido marcada para esta tarde. No entanto, ainda pela manhã os moradores receberam a presença de representantes da secretaria e a reunião da tarde foi cancelada.
A assessora de comunicação da SMS, Cristina Rochadel, e mais dois representantes estiveram no local. De acordo com ela, as reivindicações existem com relação à falta de compromisso de alguns médicos, chegando tarde ao posto, faltando ao trabalho, atendendo mal, entre outros problemas. No entanto, paralelamente à reivindicação, a secretaria já realizou medidas para resolver o problema.
Foi dito aos moradores que foi lançado um edital, disponível no site da prefeitura, que vai contratar 111 profissionais que deverão atender nessa e em outras unidades de saúde. Segundo Rochadel, na USF não há falta de médicos, mas o que pode estar acontecendo é essa falta de compromisso de profissionais de saúde contratados por meio de RPA – Recibo de Pagamento a Autônomo –, ou seja, profissionais autônomos que não têm vínculo com a unidade de saúde, secretaria ou com a população.
“Lá são cinco equipes médicas de atenção a saúde da família, só que três estão atuando. Um está de licença médica e outro de férias. Lá têm contratados dois RPAs, um atende três dias durante a semana, o outro quatro dias durante a manhã. Não podemos fazer nada quanto a penalizá-los porque eles não têm vínculo, mas com o novo edital podemos acabar o contrato e agir conforme as leis trabalhistas. Acredito que vai resolver pelo menos essa questão”, salienta.
Os moradores reclamaram também da falta de ar condicionado. Segundo ela, foram adquiridos 150 aparelhos. Mas, por ser um órgão público, diferente de particular, existe todo um processo burocrático que impede a agilidade cobrada. Sobre falta de remédios, inclusive dipirona, a assessora reafirma que a informação não procede. “Em seis meses esse problema foi resolvido”.
Para a moradora Maria Carmen de Matos, foi uma reunião satisfatória e com aparência de que os problemas serão resolvidos passo a passo. Alguns moradores levarão as reclamações por escrito e formalizarão na SMS na quinta-feira pela manhã. No mesmo dia, as 14h, a secretaria irá se reunir com os moradores na unidade de saúde, para mostrar o que já tem sido feito para resolver o problema.
Com relação aos problemas pertinentes à conclusão de obras de reparo de uma fossa estourada nas imediações do posto de saúde e construção de uma calçada em volta do posto, entre outros problemas, também reivindicados pelos moradores, Maria de Matos afirma que a Emurb já foi contactada e agilizará os serviços a partir de amanhã.
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