Mercado do Augusto Franco: Um novo modelo de feira para Aracaju
Proposta da prefeitura ainda divide opiniões Cotidiano 06/04/2014 11h25Por Will Rodrigues
Depois de quase dois anos em reforma, o Horto Mercado Vereador Milton Santos, no conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju, foi reinaugurado na última segunda-feira (31), pelo prefeito João Alves Filho. O novo espaço possui mais de 11 mil metros quadrados, onde foram construídos 188 boxes, um prédio administrativo e oito quiosques para bares, que devem entrar em funcionamento até o final de abril. Segundo o prefeito, mais de 70% do custo da obra foi pago com recursos próprios e o projeto inicial foi totalmente modificado para que as exigências da Vigilância Sanitária fossem totalmente atendidas.
Durante a inauguração João Alves falou na necessidade de construir um espaço permanente tendo em vista o crescimento populacional do bairro. “Nós deixamos de lado a ideia da administração anterior de construir uma área coberta para a feira livre funcionar. Achamos que seria indevido, fizemos algo permanente e cuidadoso. Feira Livre é uma coisa, mercado permanente é outra”, disse. Com isso, a colocação de barracas na área externa fica proibida e não haverá distribuição de espaços para a comercialização de artigos e confecções, a novidade deixou alguns comerciantes descontentes.
A feirante, Marli Rocha, que trabalha no local há 16 anos, falou da sua preocupação por não saber ao certo como ficará a sua situação no local. “Tem um ano e nove meses que eu trabalho na praça, provisoriamente, e já tenho cadastro, mas agora não vou poder ficar mais aqui”, alegou. O diretor de espaços públicos e abastecimento da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Luiz Carlos, informou que um novo espaço será cedido para que aqueles que não trabalham com produtos alimentícios possam comercializar e disse ainda que, a redistribuição dos demais vendedores será feita através de licitação.
Durante a Sessão da Câmara Municipal de Aracaju, na última quinta-feira (3), o vereador Agamenon Sobral (PP), informou que seis torneiras já foram roubadas do novo mercado e defendeu a privatização do local. “Privatizando uma empresa vai tomar conta, vai colocar uma vigilância mais efetiva e não vai deixar ficar como o mercado central, que seis meses depois de inaugurado, já está na lama de novo, porque o poder público não tem como tomar conta e nem cobrar o valor real pela manutenção de um espaço como aquele” afirmou.
Sobre a situação dos feirantes que vão ter que sair, Sobral foi claro. “Não existe antiguidade porque é uma concessão pública, o poder público fez a parte dele e agora vai repassar para uma empresa tomar conta. Não deveria ter prioridade para ninguém porque antes a feira era periódica, ou seja, várias pessoas passaram por lá”, pontuou.
A vereadora da oposição, Lucimara Passos (PcdoB), explanou que apesar de ser um problema difícil, ele deve ser enfrentado, contudo a privatização e licitação não é o melhor modelo a ser aplicado. “Na gestão de Edvaldo eu fui contra a licitação dos quiosques na Aruana e sou contra na situação do Augusto Franco também, pois não se pode desconsiderar toda uma vida de trabalho das famílias que sobrevivem daquela atividade. A legislação manda que a licitação seja feita, mas eu acho que só deveria ser utilizada na ocupação de novos espaços e não em locais antigos. A culpa das torneiras terem sido roubadas não é dos feirantes que estão lá e acho que, ao privatizar, estão dando um atestado de incompetência para gerir.”, opinou.
*Com informações da AAN.
Fotos: Sérgio Silva / AAN

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