Mercado plus size cresce em Sergipe
Cotidiano 21/04/2013 10h00Por Elisângela Valença
Quem veste tamanhos a partir do 46 sempre sofreu para comprar roupas. “A dificuldade não é só em encontrar roupa nesta numeração, mas encontrar roupa de qualidade e dentro das tendências da moda”, diz Elis Cristiane de Almeida, 29 anos, farmacêutica e designer de bijuterias, que veste 46.
Até bem pouco tempo atrás, o ditado que imperava em lojas era de que ‘não é o gordo que escolhe a roupa, mas a roupa que escolhe o gordo’. Adolescentes e jovens sempre sofreram com este vácuo no mundo da moda. “Antes, você tinha que comprar o que tinha na loja e cabia em você. Geralmente, camisões e bermudões de malha horrorosos ou ‘roupas de avó’. Lembro-me de minha irmã, na adolescência, comprar roupas na mesma sessão que nossa mãe”, comentou Elis.
A transformação dessa realidade começou há cerca de dez anos, quando o mercado brasileiro despertou para a moda plus size (tamanhos grandes). “A brasileira não é uma mulher magra. Ela tem bumbum, tem perna, tem peito, tem quadril”, comenta a lojista Adele Bispo, proprietária da Preta Pretinha (foto 1). Ela diz que a maioria de suas clientes é tamanho G ou 44. “Esta é a mulher brasileira”, reforça.
A grade de numeração em sua loja é bem variada e ela é criteriosa na escolha de seus produtos. “A indústria de confecção ainda não despertou completamente para esta demanda. Eu pesquiso em muitos fornecedores para poder trazer coisa bonita e de qualidade. Camisão e bermudão de malha não compõem o perfil de minha loja, nem da minha cliente”, comenta.
Referência em moda plus size em Sergipe, a Ana Flor (foto 2) nasceu do drama de sempre de toda gordinha na hora de comprar roupas. A cantora Patricia Fonseca, a Paty, que veste 52, precisou comprar uma roupa, passou dois dias procurando-a com a amiga Beatriz Allan e nada encontrou.
Em funcionamento desde 2008, a loja trabalha exclusivamente com tamanhos plus size, a partir do manequim 46. “Hoje, você consegue encontrar roupas com bom corte, excelente acabamento, acompanhando as tendências da moda”, explica Beatriz.
E parece que a roupa deixou de escolher o gordo. Cintos, lingerie, moda praia, shorts, camisetas, calças, roupas de festa, tem de tudo no mercado plus size. “O que nos recompensa é ver clientes verdadeiramente emocionadas por querer uma determinada peça, encontrar e levar. Isso não tem preço”, diz.
Números
Segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), dos R$ 90 bilhões movimentados pelo setor do vestuário em geral no Brasil, o mercado plus size é responsável por cerca de 5% deste faturamento, movimentando cerca de R$ 4,5 bilhões por ano.
De acordo com o IBGE, metade dos brasileiros adultos está com sobrepeso, sendo 51% dos homens e 48% das mulheres, o que acaba impulsionando o mercado da moda plus size.
Grandes lojas de departamento, as fast fashion, já abriram espaço para os tamanhos grandes. A C&A lançou sua grife, a Special for You, em 2012 e teve como estrela a cantora Preta Gil. A Leader tem a grife T-Plus, mas tem ampliado a grade de tamanhos das outras marcas. A Marisa lançou a etiqueta ‘A gente adora ser especial para você’ para peças com numeração do 48 ao 54.
Apenas a Riachuelo não faz uma distinção entre marcas e tamanhos. Ela deixou de lado a marca de roupas para senhoras gordinhas e ampliou sua grade de tamanho em todas as marcas, indo do PP ao XXG e do 38 ao 54.
Com informações da BBC Brasil e Abalando na Moda

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