Mesmo com novo prazo, motoristas devem antecipar troca de extintores
Lojas de Aracaju têm dificuldade de atender a demanda que cresceu 80% Cotidiano 08/01/2015 09h54Por Fernanda Araujo
Desde o dia 1º de janeiro, os motoristas tiveram que instalar um novo tipo de extintor de incêndio em seus veículos. O extintor ABC, utilizado para isolar materiais sólidos (Classe A), além de combater líquidos inflamáveis (classe B) e fogo nos equipamentos elétricos (classe C), substitui o modelo BC. O novo modelo, diferentemente do anterior, não pode ser recarregado, porém, o prazo de validade é de até cinco anos. Já o antigo precisa ser recarregado anualmente, e o prazo de validade é de um ano.
A norma que mudou as regras foi publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em 2009, no entanto, somente no final do ano passado começou a correria nas lojas já que o uso do extintor antigo era válido até 1º de janeiro de 2015. A partir desta data, todos os veículos deveriam usar apenas o modelo ABC.
A correria fez o extintor sumir das prateleiras em vários estados do país, e as indústrias não estavam preparadas para atender à demanda. Por causa disso, na última segunda-feira (5), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em acordo com o Ministério das Cidades, determinou que a fiscalização com multa a motoristas que não adotaram o extintor do tipo ABC está suspensa por 90 dias.
No entanto, a orientação do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran) é que os motoristas realizem o quanto antes a troca. “Não há como prever se após o prazo o Denatran dará mais outro prazo, vai depender da capacidade das indústrias, mas para quem já tem os novos extintores ou encontrou em outro estado, outra cidade, não impede que faça a troca”, afirma o assessor Acival Gomes.
Nas lojas especializadas em Aracaju (SE), a procura só aumenta. O vendedor Givanildo dos Santos afirma que desde a publicação do último prazo para a troca, que seria em dezembro, as vendas cresceram 80%. “Com isso estamos desde o início do ano sem esse tipo de extintor. Pior que não temos previsão da fábrica porque não estão tendo como atender a demanda”, diz. O preço do equipamento na capital varia de R$ 60 a R$ 70. “Mas, desde a procura e a falta de extintor aumentamos o preço um pouco, até porque a fábrica manda para os revendedores já com aumento, então antecipamos o preço que passou de 60 para 70 reais”, explica o vendedor.
Fiscalização
Segundo o inspetor Queiroz, da Polícia Rodoviária Federal em Sergipe, não haverá operações específicas para verificar o uso do extintor. “O que vamos fazer é aguardar o prazo legal de 90 dias, e no final desses 90 dias a fiscalização volta ao normal. O Denatran colocou que as multas aplicadas antes desse prazo não vão ser consideradas. O nosso foco agora é a alcoolemia, o desrespeito a sinalização e excesso de velocidade”, afirma.
De acordo com o inspetor, a fiscalização será aliada às condições veiculares, mas o extintor é um item a ser observado dentre vários, como pneu gasto. A orientação vai acontecer para que as pessoas cumpram o prazo. A multa para quem for flagrado sem o extintor de incêndio do tipo ABC no carro é de R$ 127,69. O motorista também perde cinco pontos na carteira de habilitação e o veículo fica retido até que a situação seja regularizada.
Com colaboração de Will Rodrigues
Foto: Agência Brasil

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