Microcefalia: MPE recomenda que Estado decrete situação de emergência
Gestores vão intensificar ações de combate ao Aedes Aegypti Cotidiano 20/11/2015 13h48Por Will Rodrigues
O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou que o Governo de Sergipe decrete situação de emergência, em decorrência do aumento de casos de bebês nascidos com a microcefalia no estado. Em audiência extrajudicial realizada nesta sexta-feira (20), os promotores da Saúde destacaram que até o momento o Ministério da Saúde notificou apenas 54 casos até a última quinta-feira (18), mas esse número pode ser bem maior e tende a continuar crescendo.
Apesar de não haver estudos concretos confirmando que o surto esteja relacionado ao zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que provoca a dengue, os promotores também recomendaram a intensificação das ações de combate e controle ao vetor, através do aumento do efetivo de agentes nas brigadas, de carros fumacê e de campanhas publicitárias para alertar a população. Isso porque os médicos sergipanos observaram que em 90% deles, as mães tiveram alguma doença provocada por vírus durante a gestação e esta semana a Fiocruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia.
Hoje, A Secretaria de Estado da Saúde possui 19 carros fumacê, mas apenas 17 atuam para atender os 75 municípios, os outros dois estão na oficina. Já as brigadas contam com 28 agentes. Com a decretação da situação de Emergência, o governo poderá ampliar essa rede de prevenção e até contratar profissionais em caráter de urgência, como ocorreu no ano de 2008, quando da epidemia de dengue, que mobilizou 600 agentes.
Atualmente, Aracaju tem o maior número de registros da doença. O secretário municipal da Saúde, Luciano Paz, informou que o Município também irá decretar situação de emergência, com o aporte de 900 agentes de endemias, o reforço do trabalho dos carros fumacê e ainda a fiscalização de terrenos e residências onde os proprietários não estejam cumprindo a lei que determina a conservação do espaço a fim de evitar a criação de focos do mosquito da dengue.
Os promotores Antônio Fortes, Francisco Ferreira e Claudia do Amaral reconheceram que é uma situação nova e que os protocolos de enfrentamento ainda estão sendo estabelecidos, mas salientaram que é o momento de “somação de esforços”.Em Sergipe, assim como no restante do mundo, uma média de três crianças em cada grupo de 100 nascem com alguma deformidade congênita, entre elas a microcefalia, que é quando o perímetro cefálico é menor do que a média (33 cm) em bebês que nascem de nove meses.
O estado possui o segundo maior número de notificações do Nordeste, mas proporcionalmente é o primeiro do Brasil. A doença já foi registrada em recém-nascidos de 25 municípios sergipanos. Nesta sexta, os promotores da Saúde também tratar a questão com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, que visita Sergipe.
Fotos: Will Rodrigues

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