Microcefalia: Sergipe registra 136 casos suspeitos e cinco óbitos
Cotidiano 18/12/2015 15h58

Da Redação

O número de casos de bebês com suspeita de microcefalia cresceu para 136 em Sergipe, segundo dados divulgados na tarde desta sexta-feira (18) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A pasta informou que os casos foram notificados em oito maternidades sergipanas e os recém-nascidos com a doença são provenientes de 39 municípios sergipanos e dos estados de Minas Gerais e Alagoas. Ainda de acordo com a SES já ocorreram cinco morte de bebês com a suspeita da malformação no estado.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Saúde de Sergipe, apesar de alguns casos terem sido descartados pelo Ministério da Saúde no último relatório divulgado em 15 de dezembro, a SES continua considerando todos os casos suspeitos. “Só fará o descarte após avaliação médica especializada, iniciada no dia 17 de dezembro no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, com a finalidade de garantir um atendimento integral a toda criança com confirmação de microcefalia”, diz.

Apesar de ainda não haver confirmação laboratorial do isolamento de vírus Zika em Sergipe, houve no primeiro semestre de 2015 um surto em diversos municípios de uma doença de aspecto viral, que tinha sintomas associados a Febre do Zika. Quando o vírus Zika foi isolado pela primeira vez no Brasil e o exame tornou-se disponível, o número de casos já havia diminuído aqui no estado.

No segundo semestre de 2015 foram coletadas e enviadas para o Laboratório de Referência Nacional, 380 amostras de casos suspeitos de Febre do Zika, das quais 74 foram negativas e as outras ainda aguardam documentação.

O Ministério da Saúde divulgou esta semana o Protocolo de Atenção à Saúde e Respostas à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo vírus Zika, que será usado por profissionais de saúde dos sistemas público e privado do país no cuidado de mulheres em idade fértil, gestantes e de bebês com suspeita de microcefalia. Uma das principais mudanças é a indicação da ecografia transfontanelar e da tomografia para os recém-nascidos com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico.

Primeiro será feita a ecografia, caso ela mostre que os ossos do crânio estão selados será feita a tomografia. O documento prevê ainda uma maior distribuição de testes rápidos de gravidez, a busca ativa de gestantes para o pré-natal e o registro dos sintomas do Zika na caderneta da gestante, no caso deles serem relatados durante a gravidez.

A estimulação precoce dos recém-nascidos com microcefalia e outras malformações também está prevista no protocolo. Ela deverá ser feita até os três anos de idade, quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico e cerebral da criança.

A microcefalia é uma malformação do crânio e está relacionada a diversos fatores, como alterações genéticas, infecções e uso de álcool e drogas. No mês passado, o Ministério da Saúde confirmou que o vírus Zika é um dos causadores dessa condição. O vírus começou a circular no país este ano, principalmente na região Nordeste.

Fotos: Fernanda Araujo e Will Rodrigues/F5 News

 

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