Militares aposentados de SE cobram regularização de pagamentos
Cotidiano 20/02/2018 09h15 - Atualizado em 20/02/2018 10h13Por Will Rodriguez
O sargento Barros, 59 anos, militar na reserva da Polícia Militar de Sergipe há quatro anos, ainda não recebeu o salário integral do mês de janeiro. Na manhã de hoje (20) ele se juntou aos demais colegas de farda num protesto na porta do SergipePrevidencia, no centro de Aracaju, para cobrar que o Estado regularize os pagamentos que, segundo o policial, frequentemente têm sido atrasados e parcelados.
Ao lado do popular carro que vende 40 ovos a R$10, o sargento Barros relata a sua situação diante da inconstância no pagamento dos seus vencimentos. Ele diz que após mais de 31 anos de serviço “esperava ser valorizado, mas a única coisa que dá pra comprar com o tratamento dado pelo Governo é ovo”.
Ao todo, a corporação tem mais de sete mil militares inativos, mas nem todos foram afetados pelo parcelamento, neste mês limitado a aqueles que recebem acima de R$ 4.500.
O vereador de Aracaju cabo Amintas, que também é aposentado da PM, vê na atitude do Governo uma “falta de respeito”. Segundo o parlamentar, a crise apontada pelo governador Jackson Barreto como justificativa para os problemas no pagamento do funcionalismo não tem fundamento. “A crise só existe pro praça. Como existe crise e o Governo gasta R$ 5 milhões na reforma de um prédio para a Saúde que pertence à família da esposa do secretário da pasta?”, questiona.
Durante o ato, a União da Categoria Associada (Única) protocolou um ofício junto ao SergipePrevidencia solicitando uma solução para os parcelamentos e atrasos, recomposição das perdas inflacionárias que já somam 30%, além de informações sobre a situação atual do fundo previdenciário após a fusão, segundo informou o presidente da entidade, cabo Will Guerreiro.
O Governo espera quitar a folha de pagamento de janeiro até o dia 22 deste mês. O governador Jackson Barreto tem dito que se sente “envergonhado” por não honrar o pagamento do funcionalismo em dia. Segundo ele, essa situação é resultado da queda dos repasses federais, notadamente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), e medidas de ajuste fiscal estão sendo adotadas para “sanar as pendências”. O FPE é, atualmente, uma das principais fontes de receita de Sergipe que, mensalmente, precisa aportar R$ 90 milhões do Tesouro Estadual para cobrir o déficit previdenciário.

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