Ministério Público conscientiza população a não fazer doações em semáforos
A iniciativa visa à proteção especial, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente Cotidiano 22/12/2018 13h55 - Atualizado em 22/12/2018 16h53É comum flagrar crianças e adolescentes trabalhando ou pedindo dinheiro e comida nos sinais de trânsito. Na época do Natal, essa cena se repete com mais frequência, gerando condições ideais para atropelamentos, assédio e outros tipos de violência ou abuso.
Com o intuito de coibir essa situação, o Ministério Público de Sergipe – por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude e da 8ª Promotoria de Justiça dos Direitos dos Cidadãos (Curadoria da Infância e Juventude), ambas de Aracaju – promoveu uma reunião com a Delegacia de Proteção ao Menor Vítima (DEACAV), a Guarda Municipal, a Polícia Militar, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), os coordenadores dos Conselhos Tutelares de Aracaju, a Secretaria de Municipal de Assistência Social (SEMFAS) e com representantes da segurança do Shoppings Jardins e Shopping Riomar. O objetivo foi renovar e intensificar a campanha “Esmola não é legal, doe cidadania”, que, desde o ano passado, conscientiza a população a não fazer doações de presentes e esmolas a crianças e adolescentes nos semáforos ou nas ruas”.
“O ato de doação – aparentemente um gesto de solidariedade, sensibilidade e compaixão – pode ser um estímulo à exploração, pois, não raro, adultos se servem do menor vulnerável para obter dinheiro ou presentes e até mesmo oferecer serviços sexuais. Além disso, eles deixam essas crianças e adolescentes dormindo em praças, com fome durante horas em semáforos, expostas a todos os tipos de riscos (desidratação, fome e queimaduras do sol), obrigadas a pedir doações entre os carros, sob pena até mesmo de agressão. Muitas doações acabam sendo vendidas em bairros do Município, segundo denúncias. A sociedade precisa fazer parte dessa campanha e não estimular tais práticas. Doações são bem-vindas, mas podem ser ofertadas adequadamente a instituições que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, explicaram as promotoras de Justiça da infância e juventude.
Ainda de acordo com as promotoras de Justiça, “muitas dessas famílias que exploram as crianças em semáforos estão cadastradas em diversos programas federais, estaduais e municipais, segundo levantamento dos órgãos de proteção”.
Doações
Ao fim da reunião, ficou acordado que as doações devem ser feitas diretamente a órgãos e entidades. Essas instituições farão a entrega dos presentes a crianças, adolescentes e a famílias carentes devidamente identificadas, de forma digna e evitando a exploração infantil.
Nos próximos dias, serão intensificadas as ações fiscalizatórias pelos órgãos de proteção, para coibir as doações e a permanência de crianças e adolescentes em semáforos, logradouros, praças e centros comerciais de Aracaju. A iniciativa visa à proteção especial, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Clique nos links abaixo e confira as listas de entidades onde as doações poderão ser entregues
Fonte: MPE/SE

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
