Mito da pistolagem, Maurício Chapéu de Couro morre aos 72 anos
Cotidiano 06/03/2014 04h10Por Marcio Rocha
Acusado de ter cometido vários homicídios relacionados a crimes de mando, o homem com a fama de um dos maiores pistoleiros da região de Sergipe e Alagoas, Maurício Novaes Guedes, conhecido como “Chapéu de Couro”, morreu no Hospital São Lucas, em Aracaju, na manhã desta quinta-feira (06), aos 72 anos, vítima de complicações provocadas por um acidente vascular cerebral (AVC), que sofreu na noite de segunda-feira (24), enquanto estava em sua cela no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria.
O pistoleiro estava preso em Aracaju desde o dia 21 de agosto de 2013, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra ele na “Operação Valquíria”, quando foi encontrado com uma arma de fogo de uso proibido. Na ocasião de sua prisão, Chapéu de Couro foi acusado de fazer parte de uma quadrilha que era responsável por 17 homicídios, além de tráfico de drogas, armas e roubo de carga em vários estados, com ramificações em Sergipe.
Chapéu de Couro que era considerado um mito nos três estados, foi acusado em Sergipe de participar de vários crimes de mando, sendo o mais conhecido, a morte do deputado estadual Joaldo Barbosa, em 2002, quando lhe foi imputada a autoria do crime, além da morte do agiota conhecido como Motinha, em 1999. Entretanto, o crime que levou Maurício Chapéu de Couro a ser reconhecido como um dos maiores nomes da pistolagem na região foi a morte da deputada federal eleita pelo estado de Alagoas, Ceci Cunha, em dezembro de 1998. Chapéu de Couro executou a deputada e seu marido a tiros no dia em que ela foi diplomada. O crime foi praticado a mando do então suplente, Talvane Albuquerque, que foi preso e condenado pela autoria intelectual do homicídio. Também lhe recaía a suspeita de assassinar o deputado estadual baiano Maurício Cotrim, em setembro de 2007, na cidade de Itamaraju.
Para identificar que tinha uma pessoa marcada para morrer, Chapéu de Couro, segundo gravações de telefonemas que foram usados como prova para sua condenação pela morte de Ceci Cunha, usava a expressão “tenho um litro de mel”. Frase repetida por ele em vários anos de ações delituosas.Maurício era irmão do último chefe de bando de cangaceiros do nordeste Brasileiro, Floro Novaes, líder do bando "Guerreiros do Sol", morto em 1971. Ezequiel Chapéu de Couro, filho de Maurício, também era pistoleiro e morreu assassinado em 2007.
Em Sergipe, Maurício Novaes Guedes também foi condenado pela morte do empresário José Augusto Santana, assassinado a tiros em uma praça de Aracaju, em agosto de 1985. Chapéu de Couro passou vários anos preso nos presídios de Nossa Senhora da Glória, Areia Branca, Baldomero Cavalcante, em Alagoas, e por último, no Compajaf, onde estava interno.
Imagem: SSP/SE

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