Moradores de parte da Atalaia reclamam da falta d’água
Mesmo com desabastecimento, valor das contas não diminui
Cotidiano 25/01/2013 21h30

Por Sílvio Oliveira

Moradores da avenida João Carvalho Aragão, no bairro Atalaia, em Aracaju (SE), estão há quatro dias desabastecidos de água encanada. A falta d’água é corriqueira na região e quando chega, por volta da 1h da madrugada, não dá para encher tanques e galões porque logo a oferta volta a ser interrompida.

Dona Ildete Valverde de Carvalho Lima, 88, (foto principal) acorda por volta das cinco da manhã para aproveitar o pouco da água acondicionado durante a madrugada, com o intuito de lavar a louça acumulada. “Cozinhamos com a água de um tanque, mas temos que aproveitar para estocar. Compramos água mineral e assim vamos tocando”, afirmou.

Ao abrir a torneira da pia da cozinha, saem apenas gotas. Se quiser utilizar o lavabo, dona Ildete Valverde terá que esperar a madrugada chegar. Para não perder a noite toda de sono, a estocagem de água virou rotina.

O mesmo incômodo ocorre na casa de Maria Lúcia Souza Santos, 39 (na foto ao lado à esquerda). Há dois anos morando na João Carvalho, aprendeu nesse período a necessidade de acumular água em tonéis. “A água so chega à noite. É de domingo a domingo desse jeito. Agora nem chegar à noite está chegando. Falta água há quatro dias”, afirma.

Lúcia Souza disse que o medo do mosquito da dengue é grande, já que reconhece a possibilidade desse acúmulo nem sempre acontecer em local adequado. “Fico preocupado porque um dos tanques não tem uma tampa apropriada e com esse calor, pode aumentar o risco de dengue”, destacou.

Conta alta

A preocupação de Estela Maria de Menezes, 60 (ao centro na foto acima) é com o valor da conta de água e seu gradativo aumento. No mês de dezembro ela pagou R$ 84, no mês de janeiro R$ 213,50, mesmo com o período de desabastecimento. A moradora da Atalaia disse já ter entrado em contato com a Ouvidoria da Deso, mas não obteve ainda uma resposta. “Já chamei um encanador para ver se tem algum vazamento. Não tem água, mas a conta vem altíssima”, contou.

Ildete Valverde também observa essa incoerência, já que há um período de desabastecimento, mas as contas estão gradativamente mais altas. No mês de outubro ela pagou R$ 189,50. No mês seguinte, R$ 226,17. Já no mês de janeiro, o valor continuou injustificado - R$ 201,72 - e no mês de fevereiro a moradora vai pagar R$ 333,63 por conta de um parcelamento feito da conta de dezembro.

Contraponto

A assessoria de Comunicação da Deso informou que a Companhia tem conhecimento do desabastecimento dos últimos dias, mas que vai verificar o que ocorreu nas residências da avenida.

Quanto ao aumento das contas de água, a sugestão é que cada morador recorra individualmente a um posto de atendimento, a fim de que registre o ocorrido para que possa ser verificado o problema, já que, quando há desabastecimento constante, a conta poderá ser revista.

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