Moradores do 13 de Julho reclamam da falta de educação no trânsito
Mesmo com faixa semafórica, travessia é considerada perigosa Cotidiano 10/12/2012 18h29Por Sílvio Oliveira
Com a ocorrência de acidentes graves na avenida Beira-mar, bairro 13 de julho, em Aracaju, moradores começam a se mobilizar para pedir às autoridades intervenções no trânsito local, especialmente na bifurcação que cruza a avenida com a Francisco Porto, onde os carros passam em alta velocidade. A rótula que liga os bairros 13 de Julho e Coroa do Meio também é apontado como um local perigoso. Constantemente há ocorrências de acidentes e atropelamentos.
João Barreto e José Dias (foto abaixo, ambos moradores do bairro 13 de Julho, contaram que todos os dias praticam caminhada no calçadão. E para realizar a atividade física têm que atravessar a avenida, procedimento para eles considerado perigoso, já que os condutores de veículos, principalmente os de duas rodas, não respeitam a sinalização nem a faixa de pedestres.
“O motorista não respeita o pedestre. O sinal fecha, paramos para atravessar na faixa, mas os motociclistas não respeitam. Não há disciplina”, afirma João Barreto, acrescentando que o controle de velocidade através de radares já demonstrou não ser a solução, até porque, segundo ele, os motoristas diminuem a velocidade no radar e logo após voltam a correr. Ele apontou atividades educativas continuadas como uma saída.
José Sinval Mota, há três anos morando no 13 de Julho, disse que o desrespeito não é somente dos condutores, mas dos próprios moradores do bairro, que saem das garagens dos prédios sem observar o tráfego de veículos, além de condutores de motocicletas transitando na contramão. “Há placas de sinalização dizendo que só pode trafegar a 60 km por hora. Quem respeita?”, disse.
A empregada doméstica Cristina de Jesus (foto ao lado) há sete anos trabalha no bairro. Todos os dias ela tem que atravessar a avenida para chegar ao local de trabalho. É nessa travessia que Cristina de Jesus diz ser um suplício do
dia-a-dia, mesmo trafegando sobre a faixa de pedestre semafórica. “Os motoqueiros não obedecem a faixa. É um perigo. Olhe que muitos carros também não param”, afirmou.O diretor de Trânsito da SMTT, major Paulo Paiva, informou que as blitze educativas continuarão em toda Aracaju.
Ele lamentou a falta de educação no trânsito de alguns pedestres e condutores e disse que a maioria dos acidentes de trânsito registrados na avenida Beira-mar são de porte pequeno e sem vítimas fatais, exceto em horários menos movimentados, nos quais o motorista excede a velocidade e foge à regra.
“Temos feito muitas blitze educativas, principalmente motoristas de veículos de duas rodas que são vítimas e fazem vítimas”, disse.
Foto: Sílvio Oliveira
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