Moradores do 17 de Março querem legalização de casas invadidas
Eles fizeram uma mobilização em frente à Câmara Municipal de Aracaju
Cotidiano 14/03/2013 16h49

Por Sílvio Oliveira

O Movimento dos Sem Casa do Bairro 17 de Março realizou um ato público, nesta quinta-feira (14), em frente à Câmara Municipal de Aracaju, para protestar contra a reintegração de posse de moradias no bairro 17 de Março, Zona de Expansão, programada para acontecer dia 21 de março.

Os manifestantes partiram em passeata da praça Fausto Cardoso e fecharam o trânsito em frente à Câmara. Munidos de faixas e carro de som, centenas de famílias pediram que os vereadores intercedessem nas negociações com a Prefeitura Municipal de Aracaju.  “Protocolamos na prefeitura um levantamento feito por alunos da Unit e da Dataplan, sobre a situação dos moradores, e queremos uma resposta. São mais de 880 famílias sem ter para onde ir”, afirmo

u Cristiane Aparecida de Jesus (foto abaixo), coordenadora do Movimento, referindo-se ao ofício nº 05, datado de 1º de março.

Ela diz não ter recebido oficialmente o pedido de reintegração de posse. Mesmo assim, Cristiane Aparecida explica que no dia 22 de janeiro, a Justiça fez uma reunião com a Prefeitura de Aracaju e a Polícia Militar, a fim de que até o dia 21 de março seja feita a remoção dos ocupantes.

Luiz da Silva, há seis meses morando na localidade, afirmou não ter cadastro em projetos sociais da prefeitura. Apenas há mais de 30 anos tenta ganhar a casa própria, mas nunca consegui. “Vivia de aluguel. Faço bico e ganho por mês R$ 600. Crio uma parente que é deficiente e não tenho mais condições de pagar uma casa. Estamos aqui na manifestação para que vejam a necessidade dessas famílias”, explicou.

O ocupante Anselmo Silva do Carmo salientou que mora em casa alugada por

receber o Auxílio Moradia da Prefeitura. Mas que a casa estava há três meses com o aluguel atrasado. Como vários outros manifestantes, Anselmo disse ser antigo morador da favela do Morro do Avião, no bairro Santa Maria, desativada pelo poder público. “Não temos para onde ir”, ressaltou.

As famílias entregaram um oficio à Comissão de Direitos da OAB/SE e aguardam uma resposta da Prefeitura para a resolução do caso. “No mesmo dia que protocolamos o oficio na prefeitura, nos disseram que nos forneceriam um galpão para colocar nossas coisas”, disse Cristiane Aparecida.

Foto: Sílvio Oliveira

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