Moradores do Coroa do Meio indignam-se com situação das ruas
Comunidade protesta fechando as passagens com entulhos
Cotidiano 12/03/2013 17h53

Por Míriam Donald

Obras inacabadas, buracos, muita poeira e fossas estouradas incomodam diariamente os moradores e comerciantes do bairro Coroa do Meio, na zona sul de Aracaju (SE). Diante desses problemas, alguns trabalhos foram iniciados, porém, desde dezembro de 2012 oito ruas da localidade estão sem manutenção, o que causa constantes transtornos aos residentes. A situação gerou manifestação nas ruas do bairro nesta terça-feira (12), que inclui a colocação de entulhos nos cruzamentos, impossibilitando a passagem de carros.

Segundo a relações públicas e coordenadora do projeto ‘De Olho na Coroa’, Elian Cruz, o sentimento é de revolta, pois os moradores já fizeram de tudo para que as autoridades tomassem providências quanto ao problema . “Eu como coordenadora de um projeto com a campanha ‘Eu cuido do meu bairro. E você, já prestou sua cidadania hoje?”, não queria trabalhar dessa forma, fechando ruas, prejudicando a passagem de ônibus e diversos outros veículos, mas a comunidade não aguenta mais muita poeira quando faz sol ou lama quando chove”, indigna-se.

Ainda de acordo com Elian, a comunidade está esperando uma resposta do poder público, embora as denúncias venham, há pelo menos um mês, ganhando visibilidade por intermédio da imprensa.  “Eu não quero criticar o poder público, mas peço que uma resposta à comunidade seja dada, pois o que está se fazendo não é humano”, diz.

O problema prejudica os moradores de diversas formas, tanto na saúde, quanto no comércio. Elian afirma que essa semana quatro estabelecimentos comerciais já fecharam, pois a poeira impossibilita os comerciantes de trabalhar. “Já fechei minha loja. Pago aluguel há dois meses e não posso abrir, padaria fechou e loja de roupa fechou, além de um restaurante que está aberto, mas tem que se manter aberto diante dessa poeira.”

Além do asfalto em condições precárias, há fossas estouradas. Segundo informações dos moradores, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) iniciou um serviço de construção da rede de esgoto e parou. Nessas ruas, há casas sendo construídas ou reformadas, de onde os esgotos disseminam odores nada agradáveis.

Para tentar resolver a situação, o comerciante Jonas Andrade trocou a porta da sua papelaria por uma de vidro, o que não adiantou muito. Segundo ele, se a situação permanecer dessa forma, mais comerciantes serão prejudicados. “Não entra poeira, entra terra mesmo, está horrível. Quando passa um carro, enche de poeira de novo”, reclama ele, cuja esperança era de que o problema seria resolvido no início do ano.

 

 

 

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