Moradores protestam contra taxa de esgoto em Aracaju
Cotidiano 30/05/2014 11h45Por Aline Aragão
Moradores do bairro São Conrado, em Aracaju (SE), bloquearam a Avenida Heráclito Rollemberg na manhã desta sexta-feira (30), na altura da ponte que liga o bairro ao Distrito Industrial de Aracaju, nos dois sentidos da via, dificultando o tráfego de veículos na região.
Os manifestantes protestaram contra o valor cobrado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO), referente à taxa de esgotamento sanitário, equivalente a 80% do valor cobrado pelo consumo de água. Indignados, os moradores diziam que só terminariam com o bloqueio depois que um representante da empresa ou do poder público fosse ao local para negociar.
A polícia militar esteve no local e tentou negociar com a comunidade para que a via fosse liberada. Segundo o tenente Fábio Alcântara (foto ao lado), a ideia inicial é que seja formada uma comissão de moradores e juntamente com um representante do Ministério Público levar a questão à Deso. “A gente está tentando mediar essa situação para encontrar a maneira mais acertada possível. Me comprometo a acompanhá-los, se for o caso, para ajudá-los a resolver o problema”, disse Alcântara.
Segundo a administradora de empresas Maria José dos Santos Lima (foto abaixo), há cerca de três meses os moradores estão sofrendo com a cobrança, que avaliam ser abusiva e arbitrária. E considera injusto que a população de uma área tão pobre pague por um serviço que não tem. “Tem gente aqui que ganha um salário mínimo, e tem que pagar R$ 200 de água; assim fica difícil", lamenta.
O presidente da Associação de Desenvolvimento do bairro São Conrado, Edson Gomes da Silva, disse que a população está revoltada e não quer pagar a taxa, e que enquanto não houver o pronunciamento de algum representante público, as manifestações continuarão acontecendo. “Aqui o esgoto, que não existe, está mais caro que a água. Queremos chamar a atenção do poder público, da Deso e até mesmo dos deputados, que votaram nessa taxa; não aceitamos pagar por um serviço que não temos”, afirmou.
F5 News tentou ouvir a versão da Deso para o problema, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.
Fotos: Aline Aragão

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