Morte de saguis preocupa população de São Cristóvão
Veterinária alerta sobre riscos do contato humano com os animais que estiverem doentes Cotidiano 23/10/2017 14h00 - Atualizado em 23/10/2017 22h46Por Fernanda Araujo
A morte de saguis tem preocupado a população de São Cristóvão, na Grande Aracaju (SE). Desde a semana passada, moradores do conjunto Eduardo Gomes relatam a presença de saguis aparentemente doentes na região. Três animais morreram em um condomínio residencial construído ao redor de uma vegetação, habitat desses animais.
A estudante Carla Mesquita foi uma das moradoras que denunciou o caso nas redes sociais. Há duas semanas um dos micos que transitam no local apareceu doente e morreu; logo depois vários outros surgiram debilitados. Segundo ela, por falta de apoio de órgãos oficiais, os próprios moradores do local resolveram socorrer os saguis que aparentam estar doentes. A estudante relata que procurou diversos órgãos ambientais, mas todos afirmaram que o problema não era de suas responsabilidades.
“Eu acionei a Polícia Ambiental, que veio aqui, mas disseram que não era de atribuição deles, depois o Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju, o Ibama, que disse que não há veterinários especializados e, muito pior, não souberam me dizer de quem era a responsabilidade. Depois falei com uma veterinária, ela disse que não existem especialistas para fazer o tratamento veterinário nos saguis e me orientou procurar a Prefeitura de São Cristóvão, que também não tem técnicos especialistas, mas que há uma promessa de que a equipe buscaria ajuda na UFS e na Pio décimo”, disse Carla. “Isso é pra mostrar até quando os animais podem esperar a ‘boa’ vontade dos órgãos competentes e o despreparo do Estado e Município com relação à proteção animal e saúde pública”, completou.
Segundo a Prefeitura de São Cristóvão, o caso será encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE). Um animal foi recolhido hoje para ser examinado, com o objetivo de determinar a causa da morte.De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde do município, Daniele Rodrigues, não há motivo para pânico, mas a população deve se precaver. Novos casos de mortes devem ser comunicados à Vigilância.
“É necessário que a gente não especule o que pode ser, até porque a gente também acredita que possa ser envenenamento, por exemplo. É importante não dar alimento para eles, porque quanto mais der, mais a chance de outros virem ao condomínio e consequentemente se proliferar, além disso, pode causar algum mal a saúde deles”, orienta.
A veterinária Mônica Andrade Guimarães alerta sobre os riscos de contaminação. Ela orienta também que a população não manipule os animais, mas que procure os órgãos responsáveis para que eles sejam resgatados, tratados e depois devolvidos à natureza. A veterinária atenta ainda para o surto de febre amarela no país. “Tem um caso, ainda não confirmado dessa doença na fronteira entre Canindé, em Sergipe, e Paulo Afonso, na Bahia, mas primeiramente esses saguis precisam ser avaliados. No entanto, as pessoas não devem pegar esses animais, que são silvestres. Por mais que a gente tenha carinho e queira cuidar, existem fatores de risco”, afirma.
Fotos: cedidas por Carla Mesquita

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