Motoristas de Uber pedem apoio de senadores contra projeto de lei
Cotidiano 30/10/2017 10h10 - Atualizado em 30/10/2017 16h58

Por Fernanda Araujo

Os motoristas de Uber em Aracaju (SE) fizeram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (30) na Orla de Atalaia, em protesto ao Projeto de Lei Complementar PLC 28/2017, que regulamenta as atividades do uso de aplicativos no país. O projeto deve ser votado nesta terça-feira (31) no Senado Federal.

Essa é a segunda manifestação realizada pelos motoristas de Uber na capital sergipana em menos de dois meses. No último protesto a Uber fez um abaixo-assinado e conseguiu mais de 800 mil assinaturas em todo país. Para eles, a aprovação é um retrocesso e vai gerar desemprego das pessoas que dependem do aplicativo.

“Eu sou eletricista e estava desempregado há dois anos, hoje tiro o sustento da minha família do trabalho como motorista de Uber. Com isso, eu pago o aluguel, escola da minha filha e faculdade do meu filho. O projeto é ruim para os motoristas e para os passageiros, que tanto vêm da classe baixa como da alta e depende do Uber”, afirma Marcos Antônio Ribeiro Prado, motorista de Uber desde janeiro deste ano.

Para os motoristas, o projeto vai igualar os aplicativos de transporte remunerado individual de passageiros ao sistema de táxi comum. Na semana passada, o Senado aprovou a urgência na votação do projeto. Com isso, o PL não precisa passar pelas Comissões e deve ser votado esta semana.

Na capital são mais de três mil profissionais atuando exclusivamente com o aplicativo. “As pessoas que tiverem seu carro locado ou financiado não vão oder mais trabalhar nessa plataforma, existe uma classe grande no país. Pedimos que os senadores se conscientizem. A mobilização é em todas as capitais do país para que vejam que esse projeto é uma proibição disfarçada em regulamentação”, critica Marcos Antônio.

A Uber iniciou uma campanha contra o projeto este final de semana na televisão e na internet com a hashtag #juntospelamobilidade e #leidoretrocesso. A empresa do aplicativo aponta que o projeto exige que os veículos tenham placas vermelhas iguais às dos táxis; autoriza os municípios a proibirem os apps quando quiserem; faz com que os motoristas parceiros precisem de uma autorização específica, que pode ou não ser concedida; todos os motoristas precisam ter veículos próprios - não se pode dividir com seus familiares ou alugar carros - e proíbe os veículos de circularem em cidades vizinhas, como em regiões metropolitanas.

Fotos: F5 News

 

 

 

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