Movimento Acorda Aracaju marcha em três frentes pelas ruas da capital
Não Pago estima que ato público reuniu mais de 40 mil pessoas Cotidiano 20/06/2013 21h10Por Sílvio Oliveira
As três frentes do Movimento Acorda Aracaju partiram da praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju , nesta quinta-feira (20), e tomaram as avenidas Beira Mar, Gonçalo Prado Rolemberg e Pedro Calazas. Na praça da Bandeira, duas delas se uniram: uma formada por mini-trios elétricos de entidades sindicais e centrais de trabalhadores. A outra, da população que espontaneamente aderiu ao chamado do Movimento.
O ato público em Aracaju levou às ruas em sua maioria jovens querendo mudanças. Algumas criticaram a proposta da “Cura Gay”, o aumento da tarifa de ônibus, o Ato Médico, a PEC 37, contra o deputado Feliciano, além de pedir mais investimento na saúde, educação, segurança pública, transporte de qualidade e contra a corrupção.
Os manifestantes caminharam pelas avenidas Hermes Fontes e Adélia Franco. Ao chegarem nas proximidades do viaduto Carvalho Déda, um grupo tomou todas as alças do viaduto, bloqueando a passagem dos carros. A bandeira do Movimento Não Pago foi movimentada pelos componentes bem ao centro do viaduto. Em poucos minutos todo o viaduto foi tomado e parte do Terminal do Distrito Industrial de Aracaju (DIA) também.
A Polícia Militar não acompanhou o Movimento Acorda Aracaju. Somente por volta das 20h que a tropa de motocicleta chegou até o local. Ainda havia muita gente caminhando pelas avenidas no entorno do Distrito Industrial de Aracaju.
Manifestação pacífica
Apenas um pequeno grupo de manifestantes tentou fazer baderna ao chegar ao Terminal DIA. Eles atearam fogo em pneus na parte de baixo do viaduto Carvalho Déda. O grupo tentou criar mais tumulto, ao mesmo tempo em que levantava cartazes contra a violência. Componentes do Movimento Não Pago e manifestantes pediram paz e apagaram o fogo nos pneus.
O pequeno grupo ainda tentou bloquear o Terminal DIA e pediam a todo custo que os ônibus retornassem e não circulassem. Mesmo assim, não conseguiram transformar o movimento considerado pelos organizadores como pacífico em um ato de vandalismo. “Não houve depredação do patrimônio público. Apenas um grupo que não faz parte do movimento ateou fogo ao final da mobilização. Mesmo assim, consideramos justo”, afirmou Alexis Pedrão, um dos coordenadores do Movimento Não Pago.
Redução da tarifa
Alexis Pedrão classificou a manifestação como muito positiva, e disse que ainda nesta quinta-feira os integrantes iriam se reunir para agendar novas mobilizações em Aracaju.
Quanto à redução da passagem do ônibus anunciada pela Prefeitura Municipal de Aracaju nesta quarta-feira (19), Alexis Pedrão destacou que o prefeito não fez mais do que a obrigação, já que o Movimento Não Pago já tinha alertado sobre a redução dos dois impostos – Confins e Pis – na Justiça. “Ele [prefeito João Alves] não fez mais do que obrigação. Queremos que acontece o que aconteceu em São Paulo: o cancelamento do aumento, porque já mostramos que é possível”, avaliou.
Fotos: Sílvio Oliveira

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