Movimento Não Pago diz que João Alves Filho continua na inércia
Entidade quer posicionamento do prefeito de Aracaju sobre mobilizações Cotidiano 27/06/2013 20h45Por Silvio Oliveira
O coordenador de Comunicação do Movimento Não Pago, Flávio Maciel, afirmou nesta quinta-feira (27), antes de começar a terceira mobilização “Acorda Aracaju”, que a violência e os excessos registrados nos últimos dias em Aracaju são frutos da inércia do prefeito João Alves Filho (DEM), em não abrir um canal de comunicação com o Movimento, nem se posicionar publicamente, como fizeram prefeitos de cidades onde também houve mobilizações.
Flávio Marciel (foto principal) disse que Aracaju é uma das poucas capitais onde o prefeito não se posicionou ainda sobre os atos públicos. “A gente não é a favor dos excessos, mas entendemos que a população se revolta com a falta de diálogo e foge do controle. Se não tem resposta, não temos como controlar. Tem que se abrir a mesa de negociações, se posicionar publicamente”, destacou.
O porta-voz do Não Pago ainda disse que excessos acontecem quando não se tem respostas. “Tentamos entregar um manifesto antes das mobilizações, mas não fomos ouvidos. Já solicitamos algumas pautas, mas não foi viável. Entregamos dois documentos, um deles mostrando que há irregularidades no aumento da passagem e que pode diminuir para R$ 1,92 e nada”, afirmou.
Flávio Maciel antecipou que, nos próximos dias, o Movimento Não Pago, em conjunto com outras entidades, irá protocolar um novo documento na Prefeitura Municipal de Aracaju contendo novas pautas.
Violência e novos atos
Ele disse repudiar qualquer tipo de excesso, inclusive que o Movimento Acorda Aracaju abriu o diálogo com a Polícia Militar, a fim de que não haja nenhum tipo de violência nas manifestações. “Eles não são nossos inimigos. Inclusive muitos querem participar e são tolhidos em seus direitos”, disse.
No domingo (30) uma reunião acontecerá à tarde, em frente ao teatro Tobias Barreto, com o intuito de definir a nova data da mobilização Acorda Aracaju. Ele pretende indicar a terça-feira (02/07) para o dia da próxima mobilização.
Foto: Sílvio Oliveira
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