Movimentos de combate à intolerância religiosa realizam debate
Cotidiano 25/05/2012 22h31Por Adriana Meneses
O fechamento dos dois centros de religiões afro, nos últimos meses - um no bairro Suíça; outro no conjunto Marcos Freire 2 -, gerou uma grande polêmica a respeito da intolerância religiosa de que são vítimas seguidores de religiões como o candomblé e a umbanda . Os terreiros e seus frequentadores foram denunciados ao Ministério Público por vizinhos que alegavam um alto índice de poluição sonora.
Indignado com tal decisão, o movimento União de Negros Pela Igualdade de Sergipe (Unegro/SE) realizou na tarde desta sexta-feira (25), no auditório do Sindicato dos Bancários, um debate sobre temas como a Lei da Perturbação de Sossego, o Racismo e a Intolerância Religiosa. Participaram do evento diversos integrantes de movimentos e religiões afro, além de simpatizantes.
De acordo com o coordenador do evento, Andrey Lemos (foto), a intolerância contra tudo que é voltado para os afrodescendentes acaba por contribuir para a disseminação do preconceito racial e também o de ordem religiosa. “Nós sabemos a lei é para todos, mas também sabemos que culturalmente os negros, descendentes dos africanos, tiveram menos oportunidade, entre elas de estudo, de trabalho, de saúde; consequentemente eles ocuparam as periferias, para manifestar a sua cultura, e a sua religiosidade", diz ele. "Porém, a cidade cresce e a especulação imobiliária vai ocupando onde tem espaço, para reproduzir o lucro, então hoje as casas chegaram nas periferias, nas zonas de expansões e essas pessoas, por terem orientação religiosa diferente, muitas vezes se incomodam com o som dos atabaques e dos cânticos africanos”, completa.
Ainda de acordo com Andrey, algumas propostas para que esse tipo de crime não continue acontecendo serão adotadas durante o debate. “É fato que muitas pessoas se utilizam da Lei para perseguir e impedir que nós, negros afro descendentes, continuemos como os espaços, os terreiros, professando a sua fé e resistindo com a sua religiosidade. Então nos propomos a levar para a Secretaria de Direitos Humanos, para o parlamento, para os deputados, para o governador, propostas para que possamos encontrar uma solução para ajudar as pessoas, de religiões de matriz africana”, salientou.

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