Movimentos dizem não ao deputado Marcos Feliciano em Comissão
Atos públicos vão continuar em todo o país Cotidiano 22/03/2013 17h37Por Sílvio Oliveira
Instituições, organizações, entidades, coletivos e movimentos sociais se revezaram na fala ao microfone, nesta sexta-feira (22), na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju, para dizerem não ao deputado federal Marcos Feliciano (PSC/SP), na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Esse foi o segundo ato público contra a indicação do parlamentar realizado em Aracaju (SE).
Os manifestantes partiram em cortejo pelo calçadão do centro comercial de Aracaju em direção à Praça General Valadão. Empunhando cartazes, faixas e entoando frases de ordem, mais de 20 representantes de instituições ligadas aos direitos humanos, direitos LGBT, dos negros e religiões afro-descendentes disseram “não” a Marcos Feliciano.
Thiago Oliveira, presidente do Instituto Braços e conselheiro nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos, (foto ao lado) afirmou que Feliciano não representa a instituição porque em seu histórico já demonstrou ser intolerante, além de utilizar a religião para propagar a discriminação social. “A postura que ele está tomando revela preconceito, intolerância. Ele esquece que é deputado federal e representa uma não. O Estado é laico e ele deve ser pastor na igreja dele”, disse.Enquanto representante do Instituto Vozes (Intervozes), Paulo Vitor lembrou que Sergipe é um estado estratégico na luta por ter sido o deputado André Moura (PSC/SE), quem indicou o Feliciano para presidência. “Temos que mostrar a indignação e os movimentos nacionais nos cobram a luta por ser o PSC de Sergipe que indicou o deputado Feliciano e por ser de Sergipe o único representante do senador [Eduardo Amorim]”, argumentou.
Barbara Nascimento, do Coletivo de Mulheres de Aracaju, (foto ao lado) demonstrou indignação a Marcos Feliciano por entender que as mulheres há séculos pedem igualdade de direitos e agora, um representante dos direitos humanos, fala que a igualdade das mulheres é um afronte à família. “Vivemos com a opressão, a violência doméstica, contra o ataque a homossexuais, ao negro e um representante das minorias se diz contra a tudo isso que lutamos. É retroceder. Não somos contra a religião, mas a essas pessoas vão de encontro a tudo que já foi conquistado”, afirmou.O Movimento LGBT também estava representado por várias instituições. Andrey Lemos, coordenador de direitos humanos do Movimento LGBT Negro disse não se sentir representado por Marcos Feliciano por entender que o movimento quer o estado brasileiro dissociado da religião. “A sociedade não quer mais parlamentares associados à religião. O Estado é laico. Queremos parlamentares que ponham em prática políticas públicas”, disse.
Segundo a coordenadora do ato, Lígia Anjos, (foto ao lado) as mobilizações continuarão enquanto o parlamentar renunciar. Para ela, a mobilização não é contra nenhum tipo de religião. Apenas que dizer que Sergipe não se sente representando por Marcos Feliciano, pelo histórico de preconceito, intolerância e desrespeito às minorias. “Estamos articulados com os movimentos nacionais e vamos continuar”, afirmou.Fotos: Sílvio Oliveira

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