MPE consegue restabelecer decisão para exclusão de PM da corporação
PM foi acusado de crime de tortura por espancar vítima em delegacia Cotidiano 06/11/2014 16h00O Ministério Público do Estado de Sergipe obteve mais um êxito no Superior Tribunal de Justiça, em sede de Recurso Especial manejado pelo Procurador-Geral de Justiça, Orlando Rochadel Moreira, que mantém a decisão de exclusão de um policial militar da Corporação Militar de Sergipe.
O policial militar do Estado de Sergipe J.D.D.S foi denunciado e condenado pela prática de crime inserido na Lei de Tortura, em razão ter espancado a vítima dentro da Delegacia do Município de Divina Pastora. Na sentença condenatória, a juíza determinou a perda do cargo de policial militar. Após recurso interposto pelo acusado, o Tribunal de Justiça sergipano reformou a decisão, para excluir da condenação, a perda do cargo público.
Inconformado com a decisão do Tribunal Local, o Procurador-Geral de Justiça, Orlando Rochadel Moreira, após análise da Coordenadoria Recursal e amparado na legislação regente, interpôs Recurso Especial (REsp) a fim de que fosse reestabelecida a exclusão do acusado das fileiras.
Remetido o feito para apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça (REsp nº 1.462.180-SE), o Ministro Relator Moura Ribeiro foi peremptório ao referendar a tese ministerial, assinalando que: “(…) Nos termos da jurisprudência das Cortes Superiores, a perda do cargo público traduz-se em mero efeito automático da sentença condenatória penal, quando se tratar de crime de tortura, pois cuida-se de efeito extrapenal cumulativo, genérico, automático e obrigatório da condenação, conforme disposto no § 5º, do art. 1º, da Lei n.º 9.455/97 (...)”.
Segundo o Coordenador Recursal, Paulo José Francisco Alves Filho, em relação à tese encampada pelo Ministério Publico Estadual, diversos Recursos Especiais já foram interpostos pelo Procurador-Geral de Justiça, Orlando Rochadel Moreira, haja vista que, por determinação legal, a perda do cargo público é efeito automático da condenação nos crimes de tortura.
Fonte: MPE/SE
Foto: Silvio Oliveira/Arquivo F5 News

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