MPF processa União e Estado para garantir obras nas Malvinas
Cotidiano 31/01/2018 13h48 - Atualizado em 31/01/2018 14h46O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) ajuizou ação civil pública, no início desta semana, contra a União e o Estado de Sergipe com o objetivo de assegurar a realização de obras de infraestrutura e urbanização no loteamento Recanto da Paz, antiga comunidade Malvinas, nas proximidades do aeroporto de Aracaju.
A área, pertencente à União, foi cedida ao município de Aracaju em 2005 para a execução de projeto de assentamento destinado a famílias carentes e de baixa renda. Como a municipalidade nunca cumpriu o que deveria, o local foi retomado pela União em 2013. No ano seguinte, em 2014, foi a vez do Estado de Sergipe pedir a área para fazer projeto de habitação, urbanização e regularização fundiária, inclusive se comprometendo a pagar pelas indenizações necessárias.
“A comunidade espera pelo poder público há mais de uma década. A situação é insustentável. É preciso garantir dignidade às pessoas que vivem ali. Os entes públicos envolvidos já tiveram tempo suficiente para resolver. Como não resolveram, o MPF não teve outra alternativa a não ser a de levar o caso à Justiça Federal”, explica o procurador regional dos direitos do cidadão, Ramiro Rockenbach.
O Estado de Sergipe chegou a fazer licitação (em fase de homologação) para “execução de serviços/obras de urbanização e infraestrutura da Comunidade Malvinas, incluindo a Praça da Avenida Melício Machado, Bairro Aeroporto, em Aracaju”, prevendo investimentos de até R$ 7,8 milhões (recursos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e do Distrito Federal – Proinveste). O Estado alega, porém, que não tem como pagar as indenizações de cerca de R$ 3 milhões para que os trabalhos possam ser realizados no local.
Pedidos - O MPF pede que a União adote medidas administrativas para que o Estado de Sergipe cumpra a realização de obras de urbanização e infraestrutura, inclusive custeando indenizações, e que, se for necessário, a União retenha do Fundo de Participação dos Estados, destinado a Sergipe, os R$ 3 milhões estimados para pagar as indenizações. Ao Estado de Sergipe, o MPF solicita que, depois de cumprir todas as etapas do pactuado com a União, proceda à regularização fundiária em favor das famílias carentes. Requer-se que tudo seja cumprido em 30 dias, sob pena de multa de R$ 10 mil.
Conciliação - O MPF solicita que a Justiça Federal marque audiência de conciliação convidando, além das partes, a Coordenação da Bancada Parlamentar Federal (de Sergipe), “já que o drama social pode ser solucionado com a alocação de recursos públicos sobre os quais os parlamentares federais que representam os sergipanos detêm certa disponibilidade”.
Histórico - O Ministério Público Federal já havia ajuizado outra demanda judicial, em 2011, quando o município de Aracaju (SE) não cumpriu suas obrigações (processo 0005318 13.2011.4.05.8500). A ação foi julgada procedente em primeira instância, mas o Tribunal Regional Federal reverteu a decisão dizendo que as partes estavam resolvendo a questão administrativamente. “O tempo comprova que, na verdade, nada se resolveu”, salienta o procurador regional dos direitos do cidadão.
Confira aqui a íntegra da ação civil pública
Fonte: MPF

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
