MPF vai investigar conduta do superintendente do Ibama em SE
Cotidiano 11/11/2017 09h23Por F5 News
O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF) instaurou um procedimento administrativo para investigar a conduta do superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Carlos Tadeu da Silva Rosa, que foi multado por fiscais do próprio do Órgão porque teria supostamente impedido a execução de trabalho de fiscalização da equipe.
Segundo a denúncia, o superintendente não teria autorizado a saída de uma viatura para uma operação alegando que o pedido para o uso veículo foi feito depois das 24 horas determinada em regulamento. A operação seria realizada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que teria suas diárias e combustível pagos pelo Ibama, o que também teria sido cancelado pelo gestor.
A multa foi de R$ 21.500,00 e Carlos Tadeu recusou-se a assinar o auto de infração. Em nota, ele disse que trata-se de uma reação à política de organização que implementou no Instituto.
"Neste caso específico, recebi da Diretoria Técnica do Ibama, no dia 3 de novembro, um Memorando solicitando que a Superintendência pedisse o apoio da Polícia Rodoviária Federal para que liberasse três policiais em uma operação a ser realizada nos dias 9 e 10 de novembro. No mesmo dia, encaminhei o Ofício à PRF. No entanto, até o dia 8 de novembro, o Ibama não havia recebido a confirmação da Polícia Rodoviária Federal, tornando a operação inviável.
No entanto, neste mesmo dia, às 22h42, o diretor técnico solicitou a liberação do veículo para às 7h do dia seguinte para fazer a operação. Por não haver segurança necessária aos agentes em virtude da falta de proteção dos policiais rodoviários, como foi solicitado pelo órgão, determinei que os veículos não saíssem. Agindo de forma descontrolada e mostrando-se chateado por ter que cumprir uma ordem superior, o fiscal se dirigiu ao meu gabinete para fazer a ‘autuação de obstrução à fiscalização’. Como superintendente e responsável pela integridade dos funcionários, não poderia agir de outra forma, uma vez que se ocorresse algum incidente ou algo mais grave com a equipe, a responsabilidade seria toda minha como superintendente do Ibama, por permitir a saída de servidores sem a devida proteção.
Todos os procedimentos adotados pela Superintendência do Ibama em relação a este fato isolado estão documentados, com cópias encaminhadas à Presidência nacional em Brasília. Estou consciente de que, desde o início, agi no sentido de otimizar as ações do órgão, buscando uma maior eficiência das ações e segurança aos agentes de fiscalização."

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