Mudanças no Deotap foram pedidas por Danielle Garcia, diz SSP
Cotidiano 05/10/2017 12h29 - Atualizado em 05/10/2017 13h24

Por Will Rodriguez

Partiu da própria delegada Danielle Garcia o pedido de exoneração do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). A informação foi passada pela delegada geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, em entrevista coletiva no começo da tarde desta quinta-feira (05). Danielle e o delegado Gabriel Nogueira – também exonerado – serão substituídos pelas delegadas Thaís Lemos e Maria Pureza. 

De acordo com a Katarina Feitosa, desde a troca de comando da SSP em abril deste ano, Danielle já havia sinalizado o interesse em passar a atuar com outra matéria criminal. “À época, pedimos que ela continuasse em função do trabalho de excelência que vinha desenvolvendo, mas após nove anos, esse é um momento de renovação”, disse.

Danielle Garcia passa a trabalhar no Departamento de Narcóticos, segundo a delegada geral, como parte da estratégia da SSP de combater o tráfico de drogas visando a redução de homicídios. Já o delegado Gabriel Nogueira deve auxiliar o trabalho do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). 

Katarina Feitoza afirmou não ter ocorrido intervenção do governo na exoneração dos delegados e disse que os inquéritos policiais em andamento na unidade especializada terão continuidade. "O combate a Corrupção não vai parar em nosso Estado. A delegada Thaís Lemos tem total capacidade de dar andamento as investigações porque já atuou na área por seis anos", declarou. 

Setores da imprensa já haviam dado como certa a saída de Danielle, após as alterações feitas pelo governo de Sergipe na direção da Secretaria de Segurança Pública e na Delegacia Geral em abril deste ano. 

Apesar de ter sido criado há nove anos, o trabalho do Deotap ganhou repercussão nos últimos anos por conta de operações como a Indenizar-se que desarticulou um esquema de desvio das verbas indenizatórias na Câmara Municipal de Aracaju (CMA); a operação Venal que desvendou uma fraude superior a R$ 17 milhões no pagamento do IPTU em Aracaju; A Ficha Limpa que descobriu um esquema para suspensão de multas no Detran; e a Babel que apontou superfaturamento e fraudes nos contratos da coleta de lixo da capital.

Os delegados ainda não se manifestaram sobre o assunto. Em abril deste ano, Danielle disse ao F5 News que geralmente pessoas que são investigadas de alguma forma tentam intimidar e barrar o trabalho da polícia. “As pessoas investigadas realmente procuram outras pessoas, outras autoridades, fazendo pedidos que de alguma forma interfiram, a gente ouve falar disso", disse à época, acrescentando não ter recebido pressões externas ou internas para saída ou para o recuo nas investigações.

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