Mulher é acusada de aplicar golpe de R$ 2 milhões em sergipanos
Durante as investigações, foram identificadas aproximadamente 20 vítimas Cotidiano 09/06/2020 09h32 - Atualizado em 09/06/2020 20h32Policiais civis do Estado de Alagoas deram cumprimento ao Mandado de Prisão Preventiva em desfavor de Gilda Eduardo Santos, investigada pela prática de estelionato pela Polícia Civil sergipana. A mulher, que é suspeita de aplicar um golpe milionário em Sergipe, foi localizada na cidade alagoana de Água Branca e recambiada para SE ainda na sexta-feira (5).
A investigação que levou à prisão de Gilda vinha sendo realizada pela Delegacia de Defraudações há cerca de seis meses. O caso teve início quando diversas pessoas, oriundas de vários municípios de Sergipe e de outros Estados, procuraram a unidade policial para informar que tinham sido vítimas de um golpe supostamente praticado pela suspeita.
A delegada Rosana Freitas explicou que, de acordo com os relatos e demais provas colhidas durante a instrução, Gilda apresentava-se como proprietária e administradora da empresa denominada “Açaí do Sertão”, registrada em nome do então companheiro dela. A pessoa jurídica era usada para atrair investidores, com falsas promessas de lucros que giravam entre 20% e 30% ao mês.
“As pessoas eram estimuladas a investir na empresa. No início, as pessoas recebiam o pagamento dos lucros prometidos, justamente para que o negócio ganhasse confiabilidade e para que as pessoas se sentissem estimuladas a fazer novos e maiores investimentos”, citou a delegada.
Para conferir credibilidade ao seu "negócio", Gilda alegava que atuava em parceria com uma outra empresa do mesmo ramo, já estabelecida no mercado há alguns anos. No início, a mulher efetuava pagamentos supostamente referentes aos lucros prometidos, de modo que as pessoas se viam estimuladas a realizar novos investimentos. Quando a empresa recebeu cerca de R$ 2 milhões em aportes, Gilda fugiu, deixando os investidores com prejuízos individuais de até R$ 700 mil.
“Depois que ela já havia angariado uma quantidade suficiente de investimentos, ela fugiu deixando todos no prejuízo. Há informações de que ela estava praticando o mesmo golpe em Alagoas, com suspeitas de que ela tenha aberto, também, uma empresa lá com o mesmo objetivo”, complementou a delegada.
Durante as investigações, foram identificadas aproximadamente 20 vítimas, mas a polícia acredita que outras pessoas podem ter sido lesadas. Existem fortes suspeitas de que Gilda estava aplicando o mesmo golpe no Estado de Alagoas, onde já convivia com outra pessoa e supostamente teria aberto uma nova empresa. Tais dados serão averiguados no decorrer das investigações, a serem finalizadas num prazo de dez dias, quando o procedimento em tramitação na delegacia responsável será remetido à Justiça.
Fonte: SSP/SE

