“Nós queremos voltar a sorrir”, diz Sinodonto
Dentistas do Município podem entrar em greve em 10 de abril Cotidiano 27/03/2014 11h40Por Will Rodrigues
Os dentistas servidores do Município de Aracaju paralisaram o atendimento nas unidades de atenção básica, nesta quinta-feira (27), e foram para a porta do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, no bairro Siqueira Campos, para cobrar da Prefeitura uma posição quanto às reivindicações que vêm sendo feitas nos últimos três anos. Os 180 odontólogos que compõem o quadro da Prefeitura querem a incorporação da gratificação do Programa Saúde da Família, dentre outros pedidos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto-SE), Marcos Santana, com o afastamento por invalidez ou aposentadoria o servidor perde a gratificação e isso reduz pela metade o salário. “Nós já recebemos informações de três colegas que se afastaram, perderam o benefício e hoje suas famílias estão passando por dificuldades”, conta, relatando ainda que o fato de outra categoria já ter recebido a incorporação demonstra o “desprezo” dos gestores e traz insegurança para os servidores.
Outro item que vem sendo abordado pelo sindicato refere-se aos 24 profissionais que trabalham no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), no conjunto Augusto Franco, e atualmente, recebem R$ 1.800 de salário, quando a média estadual entre os outros centros é de R$ 3.400. “Cidades do interior como Estância, Canindé e Itabaiana pagam um salário bem superior ao da capital para esses profissionais que realizam um tratamento totalmente especializado. Nós queremos que Aracaju passe a pagar pelo menos a média, entre os 14 centros de todo estado”, pontua Santana.
O sindicato ainda almeja a implantação da Gratificação de Desempenho para os odontólogos como já ocorre com os médicos há dois anos.
Uma reunião entre o Sinodonto, a secretária Municipal de Governo, Marlene Calumby e o secretário municipal da Administração, Edgar Silveira, ocorreu na quinta-feira (20), mas nenhuma proposta foi apresentada à categoria, que pode paralisar os serviços por tempo indeterminado. “A greve deveria ser iniciada hoje, mas nós estamos tentando dialogar e resolver tudo de forma ordeira, contudo, se nenhuma solução for apresentada nós podemos deflagar a greve no dia 10 de abril”, afirma Marcos.

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