Nove municípios recebem menos de dois pontos na Prova Final do Sintese
Para o Sindicato, Governo do Estado também está reprovado no quesito educação Cotidiano 28/12/2017 11h23 - Atualizado em 28/12/2017 14h29Por Fernanda Araujo
Nove municípios sergipanos receberam nota abaixo de dois pontos na Prova Final da Educação Pública de Sergipe 2017, realizada pelo Sindicato dos Professores (Sintese). A tradicional divulgação de final de ano aconteceu na manhã desta quinta-feira (28) no Calçadão da Rua João Pessoa, Centro de Aracaju. A prova avalia a gestão dos prefeitos e do Governo do Estado em relação à política educacional.
Entre os 74 municípios, as piores notas foram dadas pelos professores a gestão de Japoatã (1,3), Poço Redondo (1,4), Ilha das Flores (1,5), Canindé do São Francisco (1,6) e Graccho Cardoso (1,7). Outros quatro municípios quase também zeraram a nota, foi Gararu (1,9), Pedrinhas (1,7), Riachão do Dantas e Neópolis (1,8). Ao todo, 66 gestores foram reprovados, desses 57 com nota entre dois e cinco pontos.
Já as maiores notas ficaram com Riachuelo que obteve 8,6, em seguida, São Miguel do Aleixo (7,6), Siriri (7,5), Telha e Macambira, que tiveram 6,9 e 6,7, respectivamente. Outras três cidades foram aprovadas com média seis, são elas Campo do Brito, Itabaiana e Cedro de São João. Aracaju fica de fora da lista, pois os professores da rede municipal da capital são filiados ao Sindipema.
O Governo do Estado recebeu 0,8 dos professores; ano passado, nessa mesma avaliação a gestão de Jackson Barreto obteve a nota de 0,9, no ano anterior a média final foi de 1,1. “Não temos dúvida, pela política que vem sendo implementada de destruição da carreira, de ausência de política pública para educação e da implantação de escola integral que vai provocar um caos na rede pública, mais uma vez, o governo Jackson Barreto é reprovado", afirma a presidente do Sintese, Ivonete Cruz.
A lista considera a valorização profissional, condições de trabalho, os municípios com maior ocorrência de atrasos salariais, a Gestão Democrática, a garantia de direitos do Piso Salarial e Plano de Carreira e Estatuto e com relação à Política Educacional em 2017.
Para Ivonete, as notas dos gestores refletem a realidade pela qual os professores passam com o descumprimento dos direitos e a falta de condições de trabalho, ao longo dos anos. “Estamos divulgando todas as mazelas da educação pública às pessoas que passam aqui pelo calçadão para que elas tenham conhecimento de todas as denúncias que o Sintese tem feito”, ressalta Ivonete.
"Os professores sentiram que não houve prioridade na educação efetiva. Esperamos que isto sirva para que os gestores possam avaliar a sua política na educação e repensar no sentido de assegurar educação de qualidade, naquilo que não foi bem avaliado. Existe o Plano Nacional de Educação que determina ampliação no investimento na educação. Na nossa avaliação é preciso que os municípios façam o mesmo para corrigir os problemas", acredita o vice-presidente do sindicato Roberto Silva.
A Secretaria de Estado da Educação foi procurada para falar sobre o assunto e se pronunciou através de uma nota (veja abaixo). F5 News está à disposição dos demais municípios citados pelo email jornalismo@f5news.com.br ou pelo telefone (79) 3218-8378.
Resposta Estado
O Governo de Sergipe entende que manifestações são legítimas, mas discorda da avaliação apresentada pelo Sintese sobre o ensino público no estado. A rede Pública de Ensino tem alcançado avanços nunca vistos em Sergipe, a exemplo da aprovação de alunos da rede na Universidade Federal de Sergipe. Em quatro levantamentos nacionais divulgados este ano, realizados por fontes oficiais do Ministério da Educação, a Rede Pública de Ensino de Sergipe vem apresentando resultados positivos e históricos.
O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) divulgado em novembro deste ano aponta os avanços de Sergipe, que saltou da 23ª para a 20ª colocação no ranking nacional. O IOEB assinado pelo Ministério da Educação identifica quanto cada cidade ou estado contribui para o sucesso educacional.
A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgada em outubro também pelo INEP/MEC, aponta que as escolas da rede estadual aumentaram o nível de Português e Matemática. No Português o índice desejável de leitura subiu de 3,67% para 5,75% e o nível adequado de leitura de 34,99% elevou para 36,33%. Quanto a Matemática, a pesquisa informa que houve melhorias dos índices na rede estadual, passando o índice adequado de 11,75% para 13,15% e de 11,27% para 13,95% dos índices desejáveis.
Em relação ao Enem 2016, divulgado em 2017, duas unidades escolares da rede estadual foram alçadas a condição de melhor escola pública do país em média de notas no ranking nacional: o Centro de Excelência Atheneu Sergipense (Aracaju) e o Colégio Estadual Dr. Milton Dortas (Simão Dias).
Quanto aos Indicadores de Fluxo Escolar na Educação Básica (Inep), pode-se constatar que os números estão sempre próximos da média Brasil, ou seja, as taxas de repetência foram verificadas, em todo país, na 1ª série do ensino fundamental de 3.1% e na 3ª série do ensino médio de 4.8%.
Ainda há de se destacar que é público através do Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino do Governo de Sergipe que até setembro, o Estado já havia investido de 25% do limite constitucional.
Há também melhorias em curso quanto a utilização das tecnologias em sala de aula e na administração escolar, além de projetos que valorizam a formação continuada, o incentivo à leitura, melhoria da infraestrutura e de gestão de pessoal e escolar.
*Colaborou Saullo Hipólito
Fotos: Saullo Hipólito

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