Novo motim com fuga em presídio sergipano
“O Carvalho Neto é um barril de pólvora prestes a explodir", diz agente Cotidiano 25/06/2013 08h55Por Marcio Rocha
Após uma rebelião acontecida há seis dias, com a fuga de um detento, o presídio de Areia Branca voltou a sofrer um novo motim com fuga. Dessa vez, cinco presos escaparam da penitenciária.
Segundo informações do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen), Iran Alves, a penitenciária de Areia Branca é um grande problema de segurança para os próprios presos e para os agentes penitenciários que lá trabalham.
“A penitenciária foi dividida em duas, para abrigar cargos comissionados da Secretaria de Justiça. São dois diretores e mais um monte de agregados. Agora, agentes penitenciários, são entre cinco e sete para atender 470 presos. No momento da fuga de domingo, só havia quatro agentes no presídio no momento em que eles fugiram”, afirmou Iran para F5 News.
A fuga aconteceu por volta das 14 horas de domingo (23), durante o horário de saída dos visitantes dos presos. Segundo Iran, três agentes haviam ido fazer a escolta de um preso, cuja mãe havia falecido, e o controle da situação ficou apenas com quatro agentes, criando condições para os cinco presos escaparem.
Durante a rebelião que aconteceu no presídio de Areia Branca, na última quinta-feira (20), os presos tentaram realizar uma fuga em massa, mas foram contidos pelos agentes prisionais. Entretanto, segundo Iran, não há condições de um efetivo entre 10 e 14 agentes conseguirem controlar os presos. O motim foi controlado após muita negociação e esforço dos agentes.
Barril de pólvora
O presidente do Sindipen afirmou que a situação de insegurança nos presídios é gritante e que o Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Compencan) está em perigo iminente de estourar uma rebelião com graves conseqüências para os agentes penitenciários e para os presos.
“O Carvalho Neto é um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento. Lá são quatro agentes para tomarem conta de 400 presos. Como lá tem mais de 2 mil detentos, imagine o efetivo mínimo que temos para controlá-los. Os agentes trabalham sob o risco constante de uma rebelião e se isso acontecer, suas vidas ficarão em sério risco. Todo o sistema penitenciário de Sergipe é um barril de pólvora”, finalizou Iran.

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