Número de afogamentos triplicou nas praias de Aracaju em 2017
Confira orientações do Corpo de Bombeiros para evitar esse tipo de acidente
Cotidiano 03/01/2018 13h30 - Atualizado em 03/01/2018 13h36

Por Fernanda Araujo

Desde o Réveillon, o Instituto Médico Legal já registrou sete vítimas de afogamento no litoral de Sergipe. Ao longo de 2017, quatro pessoas morreram nas praias de Aracaju, capital sergipana, e outros 34 corpos foram resgatados em rios, mares e lagos de todo o estado.

No ano passado foram registrados 263 afogamentos atendidos por guarda-vidas nas praias de Aracaju - número que, segundo o Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, triplicou em relação a 2016, quando foram socorridas 88 vítimas de afogamento.

A ocorrência de mortes por esse tipo de acidente na capital dobrou em relação ao registrado em 2016, de acordo com o subcomandante do GBS, capitão BM José Messias. “É importante redobrar a atenção e os cuidados na praia, principalmente no verão, em que ocorre mudança de correntes marítimas e se formam piscinas naturais, locais propícios a afogamentos”, orienta o capitão.

Atualmente, existem 28 guarda-vidas para atender o litoral de Aracaju. Segundo o Corpo de Bombeiros, são escaladas duplas de profissionais para as praias mais movimentadas, utilizadas placas de sinalização para indicar áreas perigosas e disponibilizadas viaturas que percorrem desde a Coroa do Meio até o Mosqueiro.

“Nos demais municípios as prefeituras é que são responsáveis pelo serviço e nem todos oferecem. Mas tem serviço de guarda-vidas nas cidades de Estância, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Santana do São Francisco, Propriá, Amparo do São Francisco e Canindé”, enumera.

Diante dos riscos de afogamento, o Corpo de Bombeiros alerta para cuidados no litoral sergipano no sentido de evitar esse tipo de ocorrência, sobretudo com crianças, neste período de férias e verão. Veja algumas dicas:

• Reforce à criança os riscos de entrar no mar sozinha e não a perca de vista. Mostre um ponto de referência de fácil localização, para que ela possa se situar, caso se distancie. Porém, lembre-se que a criança deve ficar constantemente sob a supervisão de um adulto;

• Caso encontre alguma criança perdida, leve-a ao posto de guarda-vidas ou a outra autoridade competente;

• Evite entrar no mar quando ingerir bebidas alcoólicas e logo após refeições;

• Não nade próximo às bandeiras de sinalização que indicam "PERIGO" no mar;

• Evite tomar banho e nadar em locais que não conhece;

• Na praia da Coroa do Meio, mantenha distância das pedras e não se afaste das margens. Trata-se de uma praia perigosa, com fortes correntezas e altos índices de afogamentos;

• Evite o uso de boias e outros objetos flutuantes, pois eles transmitem a sensação de uma falsa segurança e podem arrastar você para áreas mais profundas e perigosas;

• Não simule afogamentos. Além de causar pânico nas pessoas, isso desvia a atenção dos guarda-vidas de um possível afogamento real;

• Cuidado com as redes de pesca. Mantenha-se distante delas;

• Em caso de acidentes com caravelas e águas-vivas, utilize apenas vinagre e água do mar.

 

Foto: CBMSE

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