Número de violência sexual contra crianças e adolescentes é alto
Mais de 70 casos foram registrados este ano em maternidade de Aracaju Cotidiano 18/05/2019 19h10 - Atualizado em 18/05/2019 20h14Com o intuito de mobilizar a sociedade brasileira a participar do combate ao abuso e a exploração sexual infantil, o dia 18 de maio ficou conhecido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) é referência no Estado no atendimento a vítimas de violência sexual.
De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é extremamente elevado o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país, um dos meios de denúncia é o Disque 100 e o aplicativo Proteja Brasil.
Em Sergipe, a (MNSL), unidade gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), atende não só pessoas do sexo feminino, mas de ambos os sexos vitimas de violência sexual.
A psicóloga do atendimento a vítimas de violência da MNSL, Camila Souza, explicou que o dia 18 de maio nasceu porque ainda existe a violência contra criança e a impunidade. “É importante que toda população tenha conhecimento desse tema, para que todos assumam seu papel de agente transformador dessa realidade. A partir do levantamento feito pela Instituição em 2018, o serviço de violência contabilizou 253 casos de vítimas de violência sexual, sendo 191 a menor e 62 a maior de idade”, informou Camila.
Dados
A Coordenadora do Pronto Socorro da MNSL, Lourivânia Oliveira Melo Prado, informou que no quadrimestre de 2019, foram registrados 96 casos, sendo 75 a menor e 21 a maior de idade.
“Nas estatísticas, a mulher compõe a maior clientela, sendo 90%, com faixa etária entre 10 e 12 anos de idade. As vítimas do sexo masculino possuem entre 7 e 10 anos de idade. Além do mais, o abuso é apontado como um dos tipos de violências mais comuns”, enfatizou.
Lourivânia disse que é importante a notificação do ocorrido para dar mais visibilidade aos casos dessa violência e entender que o comunicado não é uma denúncia e sim um instrumento de vigilância e alerta de cuidados. “Além disso, é fundamental acionar o conselho tutelar e procurar uma delegacia”, disse Lourivânia.
A MNSL conta com uma equipe multiprofissional e qualificada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais membros de apoio assistencial, que trabalham porta aberta, durante 24h, de domingo a domingo.
A Unidade fica localizada na Avenida Tancredo Neves, 5.700, é a referência para as vítimas de violência sexual, tanto na capital quanto no resto do estado. Independente da sua idade, sexo ou período em que foi abusada(o) o telefone para contato é (79) 3225-8679.
Acolhimento
Lourivânia ressaltou que a vítima que chega ao serviço de violência sexual da maternidade, de início é atendida e acolhida pelo enfermeiro que trabalha na classificação de risco, em seguida, se for necessário, é transferida para uma sala com privacidade, na qual a psicóloga tem como objetivo diagnosticar o histórico do paciente.
“Todo o procedimento para fazer o aporte é realizado de imediato. Vale ressaltar que pessoas de Estados diversos também são acolhidas na MNSL e que o acompanhamento médico é realizado cerca de seis meses e a consulta psicológica até quando a vítima necessitar”, disse Lourivânia.
Segundo a profissional do pronto socorro, é primordial que a vítima procure atendimento nas primeiras 72h, mesmo que não tenha passado pela delegacia. É nesse prazo que nós conseguimos realizar todas as medidas preventivas para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, aqui na MNSL, damos a pílula do dia seguinte, o coquetel retroviral do HIV e das hepatites.
Fonte e foto: SES/SE

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