“O Novo Código Florestal não beneficia a natureza”, diz ambientalista
Cotidiano 03/05/2012 17h25Por Adriana Meneses
Após diversos debates e emendas, a Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (25) algumas mudanças em relação ao atual Código Florestal, em pontos importantes como as Áreas de Preservação Permanente (APP) e a reserva legal, fato que gerou diversas manifestações de grupos ambientalistas em todo Brasil, e tem provocado grandes debates nas redes sociais. O projeto ainda passará à sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode vetá-lo parcial ou integralmente.
“O novo Código Florestal não beneficia a natureza, mas sim o agronegócio”. É partindo dessa premissa que o professor e ambientalista Anderson Gois vem fazendo sua campanha nas redes sociais contra a aprovação do novo código.
Para Anderson, as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e podem por em risco serviços ambientais básicos, como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. “Esse desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária, que está diretamente ligada a tais fatores ambientais”, observou.
O ambientalista acredita ainda que o novo texto não vai coibir desmatamento. “Nossas terras já foram bastante exploradas. O que falta agora é aprimorar o uso sustentável nos agronegócios. Vejo que essas alterações não estão pensando no futuro, no meio ambiente, apenas os ruralistas serão favorecidos, mas como fica o resto da população?”, questionou.
O que é o Código Florestal?
Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que se trata de um bem de interesse comum a toda a população. A legislação estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação, como reflorestamento, que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, assim como as penas para os responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. A elaboração do Código durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.
O que mudou?
O novo código permite que as propriedades com floresta dentro da Amazônia Legal possam reduzir para 50% a área de reserva, desde que o Estado possua mais de 65% das áreas protegidas.
Outra mudança é a recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs), principalmente sobre as margens dos rios, sendo definido que, para rios de até 10 metros de largura, o proprietário deverá recompor uma faixa de no mínimo 15 metros.
O projeto estabelece ainda que, após a sanção e a definição das regras para as APPs, os produtores assinem termo para a recomposição. Caso não reponham a vegetação dentro do prazo, deverão pagar multa.
Foto: (arquivo pessoal Anderson Gois)

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
