Obra do Hospital do Câncer de Sergipe não tem previsão de ser retomada
Cotidiano 05/02/2018 17h25 - Atualizado em 06/02/2018 10h28

Por Saullo Hipolito*

O Hospital do Câncer, apontado como solução para os constantes problemas da Oncologia em Sergipe, deve demorar para sair do papel. Isso porque as obras estão paralisadas. Iniciada em 2016, a previsão era ser finalizada em 36 meses, entretanto, atualmente não tem data prevista sequer para a retomada das obras. O hospital está orçado em aproximadamente R$ 126 milhões.

A obra, localizada ao fundo do maior hospital público de Sergipe, o Hospital de Urgência (Huse), está com apenas 2,82% executados, conforme levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) durante visita ao local em novembro passado.

O problema principal, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), é a falta de capacidade técnica da empresa em tocar o serviço. A quebra de contrato amigável ou litigioso com a atual concessionária está prevista, enquanto isso, a construção da unidade especializada fica estagnada. A previsão de retomada das obras passa pela finalização desse contrato, resolução de pendência e projetos complementares, além de uma nova licitação.

A ordem para quebra de contato veio direto do governador do Estado, Jackson Barreto, que visualizando a morosidade da construtora Honcose, decidiu pelo rompimento.

O valor pedido para a finalização da construção civil, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, está abaixo do que é necessário para a finalização do hospital. O órgão só poderá lançar um novo edital a partir da rescisao do atual.

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A obra deveria ter começado em 2013, mas chegou a ser suspensa por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). A morosidade no andamento da unidade levou o Tribunal de Contas do Estado a realizar uma auditoria, cujo relatório , com base no cronograma de execução, aponta que a obra deveria estar em 27,84% de andamento. São mais de R$ 126 milhões em investimentos no projeto, terraplanagem, prédio e equipamentos.

O projeto prevê unidades de emergência, de fisioterapia, ambulatorial e laboratorial, centro de tecnologia para transplantes de medula, dois aceleradores lineares, dois bunkers e radioterapia, braquiterapia, ressonância magnética, unidades de cintilografia e mamografia, tomógrafo e radiografia. São 170 leitos, sendo 120 leitos adultos, 30 infantis e mais 20 de UTI.

* Estagiário sob supervisão do jornalista Will Rodrigues.

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