Obras do Museu do Mangue se arrastam e vândalos fazem a festa
Cotidiano 16/08/2012 15h00

Por Sílvio Oliveira

As obras do Museu do Mangue, na avenida Desembargador Anselmo Góis, no bairro Coroa do Meio, em Aracaju, tinham previsão de término em 180 dias. Mas conforme a Associação de Ex-palafitas da Coroa do Meio, o prazo já expirou e não há informação de quando o espaço será entregue à comunidade.

Enquanto a população não usufrui da área de lazer, os vândalos tomam conta da área, pichando quiosques, roubando pias, portas e outros materiais da construção. A insegurança na área também faz com que quiosques em reforma sirvam de abrigo para usuários de drogas.

A presidente da Associação de Ex-palafitas, Givaneide Fernandes, confirma o vandalismo na área, mas reclama que os quiosques estão sendo arrombados porque há uma demora na entrega do Museu do Mangue à população, ao mesmo tempo em que falta fiscalização. "A comunidade ainda não teve o prazer de se sentir bem ali, de tomar conta do espaço de lazer. Se não está funcionando, os vândalos tomam conta. Se já estivesse funcionando, não teria isso”, afirma.

O morador Ricardo de Almeida também analisa da mesma forma e assegura que o vandalismo é provocado pela falta de vigilância e pela demora na entrega. Ele afirma haver um vigilante da empresa Terramar Construção somente para que os vândalos não levem o material de trabalho dos funcionários.

Claunilson Conceição Santos, morador e funcionário da obra, diz que há poucos funcionários trabalhando, segundo ele, apenas três, e que não há previsão de término. “Não finaliza tão cedo”, acredita.

Do outro lado

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ssessoria de Comunicação da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) afirma que o cronograma da obra está dentro do previsto e que constantemente os quiosques já pintados sofrem pichações e arrombamentos.

Também informa que o prazo de término será no início de setembro e que, se não fossem os constantes roubos de material, a obra poderia estar bem mais avançada.

Quanto à segurança da área, o major Edênisson, comandante da Guarda Municipal, afirmoui que há um posto permanente na área com um efetivo de dois guardas, durante 24 horas.

Ele disse não saber dos últimos arrombamentos, mas que tinha acabado de emitir uma ordem de melhora da ronda na localidade, com uma viatura circulando e com o aumento do efetivo.

Incêndio

O Museu do Mangue faz parte da segunda etapa da obra de urbanização das palafitas da Coroa do Meio, iniciada na gestão do então prefeito Marcelo Deda, com o objetivo de levar qualidade de vida a uma área antes de invasão e favelizada.

Os moradores foram transferidos para moradias na redondeza, as palafitas foram destruídas, e a área transformada em um calçadão. O Museu do Mangue deveria ter sido inaugurado junto com as novas casas, em 2004, mas estipulou-se um novo prazo para a construção.

Em junho de 2011, quando estava totalmente construído e prestes a ser entregue à população, fogos de artifícios atingiram a cobertura de três quiosques, destruindo-os.

Foto: Sílvio Oliveira

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