Obras na EMEF Papa João Paulo II em Santa Maria começam nesta segunda
Unidade foi interditada há oito meses por risco de telhado desabar
Cotidiano 01/03/2013 15h45

Por Fernanda Araujo

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Papa João Paulo II, que faz parte do Centro Educacional Vitória de Santa Maria, em Aracaju (SE), já tem obra marcada para a próxima segunda-feira, dia 11. A instituição estava interditada há oito meses pelo Ministério Público de Sergipe para o início das obras dos telhados que apresentavam risco de desabamento.

Hoje (1) os promotores Luis Fausto Valois (foto abaixo) e Cláudio Roberto Alfredo visitaram pela segunda vez a escola, juntamente com representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Defesa Social e da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), e realizaram audiência pública com a comunidade do bairro Santa Maria, para que esta fosse informada de todas as ações desenvolvidas até que a escola volte a funcionar. O prazo estipulado para a obra é de 60 dias.

“A ideia é que a escola esteja pronta até o final de maio para receber não só os alunos do ensino fundamental e da pré-escola, como também os da creche. Logo após a reforma, pediremos à Defesa Social para fazer vistoria. Se as obras não forem iniciadas, será feito o Termo de Ajustamento de Conduta”, esclarece Fausto Valois. Ele recebeu a informação do representante da Emurb de que a empresa responsável para fazer as adequações na escola já foi contratada.

Desde a interdição, os  600 alunos do pré-escolar e do ensino fundamental estão em um prédio alugado da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com instalações improvisadas. Já a creche, que atende a 65 crianças, continua sem funcionamento. Para a mãe Andress

a, que tem um filho de 4 anos na creche interditada, é preciso uma garantia de que a escola vai voltar a funcionar. “É uma tristeza ver a escola do jeito que está. Eu não concordo que meu filho volte para a escola sem a reforma total. A estrutura dessa escola é excelente e não tem outra por aqui no Santa Maria. Se está parada, a cada dia que passa fica pior, nós necessitamos dessa escola para que nossos filhos voltem a estudar com dignidade”.

Outra mãe indignada afirma que está faltando ao trabalho por não ter onde deixar o filho, já que não há outro espaço para a creche. “Eu posso perder o emprego. A reforma é boa para mim e para outros pais que precisam trabalhar. Espero que eles realmente se empenhem nessa obra porque falar é fácil”, disse.

Em resposta às mães presentes na audiência, o promotor Fausto garantiu que a Prefeitura de Aracaju e o Ministério Público Estadual estão somando esforços para que a escola volte a funcionar. “Tudo caminha para ser resolvido de comum acordo com a administração municipal”.

Já o promotor Cláudio Roberto avaliou que não há motivo para atrasar as obras, visto que as despesas para o Município só iriam aumentar. “Em cinco meses que atrasar vão ser gastos mais de 100 mil reais", disse ele, em alusão ao aluguel do espaço cedido pela igreja, além do transporte das crianças e alimentação, pagos pelo Município, ao custo aproximado de R$ 25 mil mensais.  

"O atraso vai gerar um prejuízo muito maior. As obras serão divididas por etapas e o início delas já tem fiscalização interna pelo MPE”, disse o promotor.  A reforma custará R$ 237 mil.

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