Odontologista alerta sobre os cuidados com a endocardite bacteriana
Cotidiano 19/09/2017 06h00 - Atualizado em 19/09/2017 06h38

A endocardite bacteriana é uma doença infecciosa grave que ataca a parte interna do coração, ou seja, o endocárdio, que está em contato direto com o sangue interno e onde se alojam bactérias que vão causar inflamação nessas áreas, principalmente para pacientes que já têm a predisposição a doenças cardíacas.

Os principais sintomas são febre persistente, calafrio, sudorese, perda de peso e apetite, tosse e dor de cabeça, entre outros. As bactérias entram na corrente sanguínea muitas vezes vindas de doenças da boca como uma cárie dental e principalmente uma doença periodontal. Em muitos casos a pessoa não tem a destruição da coroa do dente e não dá a importância devida ao tratamento, mas tem a doença periodontal, ou seja, doença que ataca a gengiva, os tecidos de suporte do dente, como explica o coordenador do Serviço de Odontologia Hospitalar (SOH), João Roberto Resende.

“Quando você vê o paciente com a gengiva inflamada, com muito tártaro, com placa calcificada na boca do paciente, ali se alojam muitas bactérias que via gengiva vão entrar na corrente sanguínea e muitas vezes atingir o coração. A partir do momento que se pega uma endocardite bacteriana é para o resto da vida, não tem chance de cura, o paciente vai sofrer aquela fase aguda e vai ter que procurar um posto de atendimento para tomar antibióticos para baixar a temperatura e consequentemente ele terá uma péssima qualidade de vida até o final da vida dele”, alertou.

Essas bactérias não são removidas com medicamentos ou com cirurgia. O paciente que não tinha um coração bom, acaba tendo problemas nas válvulas cardíacas que é basicamente onde essas bactérias se alojam. No Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) é comum encontrar esse tipo de paciente. O coordenador do SOH realiza um trabalho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Alguns pacientes já apresentam endocardite bacteriana e a família já alerta, então, desse modo é mais fácil a gente atuar com medicação, mas, esse é mais um fator para deprimir esse paciente quando vem para UTI. Esse fator pode ser evitado com escovação correta de dentes e gengivas, higienização correta da boca”, informou. O diagnóstico precoce e acompanhamento eficaz pode reduzir o impacto sobre a história natural dos cardiopatas de risco.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde 

Foto: Divulgação

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